Política local 02/11/2014

“A chave misteriosa das desgraças que nos afligem é ignorância popular, mãe da servilidade e da miséria”.
(Rui Barbosa)

Não teria dúvida
Há um grupo de bons secretários no atual governo. Outros, nem  tanto, mal dão para o gasto. Mas se tivesse quem apontar  quem fecha este governo como o melhor secretário, apontaria Edvaldo Magalhães, da Indústria e Comércio, que conseguiu tirar do zero e transformar em realidade um dos projetos mais complexos da atual administração, o da Central de Piscicultura.

Vamos parar de fricotes
Quem entra na vida pública está sujeito às críticas. Toda vez que alguém critica a Marina é um vendaval de fricotes. É política como qualquer outra. Não é Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

Não se discute o caráter
Não se discute o lado moral da Marina, nisso ela é intocável. Mas, como política virou igual aos demais: foi do PT, depois PV, tentou a Rede Sustentabilidade e agora é  PSB. Ou não foi isso?

Falta definir
Um dos deputados eleitos da coligação do PT será puxado para uma Secretaria Especial para dar vaga ao primeiro suplente Jamyl Asfury (PEN). Isso está certo. É um deputado importante.

Alguém que não fuja de careta
O governador Tião Viana precisa de alguém na próxima legislatura da Assembléia Legislativa que entre no debate qualificado contra a oposição. Jamyl Asfury (PEN) é talhado para isso.

Política limpa
O deputado federal Flaviano Melo (PMDB) foi reeleito sem fazer um ataque pessoal e nem praticar jogo baixo contra adversários. Flaviano é um dos exemplos políticos da oposição.

Não há lugar para porraloucas
Os novos tempos não comportam mais políticos do quanto pior melhor, que não têm projeto a ser posto em debate e acabam apelando para a baixaria, o ataque pessoal e a porralouquice.

“Foi uma decepção!”
Foi o que ouvi ontem de importante político da oposição sobre a derrota do Marcio Bittar, em Cruzeiro do Sul. Para ele, o prefeito Vagner Sales (PMDB) é o responsável direto pela derrota.

“Prometeu uma surra”
Ainda sobre o assunto, me disse esta dirigente que todos contavam com a promessa do  Vagner Sales que daria no Juruá uma “surra de votos” no Tião Viana e ele foi quem levou.

É bom não cometer o erro
O prefeito Marcus Alexandre deveria se mirar nos problemas que geraram na campanha o fato de ter secretários estaduais candidatos a deputado. E não repetir a dose na eleição municipal.

Problema no colo
Se deixar rolar ter secretário candidato a vereador usando a máquina dois anos antes para preparar uma candidatura, Marcus não terá sossego na Câmara Municipal de Rio Branco.

Não é um passeio
Mesmo Marcus Alexandre estando bem avaliado na população, eleição para a Prefeitura de Rio Branco nunca foi um passeio, sempre é muito disputada, basta olhar as estatísticas.

Deixa de ser aliança
Tudo caminha para o próximo presidente da Aleac ser o deputado Ney Amorim (PT). O primeiro secretário não pode ser do PT, mas de outro partido da FPA, ou não é aliança.

Antiguidade é posto
O deputado Chagas Romão (PMDB) deverá ser o líder do seu partido na Assembléia Legislativa.

Linha de frente
A secretária de Turismo, Raquel Moreira, além de boa gestora foi incansável na campanha.

É da maior hipocrisia
Não existe algo mais hipócrita que setores da oposição alardear que, perderam porque não compraram votos. Não tem santo neste altar, todos, da FPA e da oposição usaram da prática.

Tudo na mesma cumbuca
Você compra votos pagando por cada eleitor listado, você compra votos fazendo um favor, você compra votos usando a estrutura de uma secretaria, enfim, estão todos na mesma cumbuca.

Sabe perder
E numa eleição tem que saber perder. Buscar artifícios para tentar minimizar a derrota na opinião pública com pedido de “recontagem” como quer o Aécio Neves é golpe de tapetão.

Reforma política
Se o próximo Congresso começasse a Reforma Política acabando com coligações proporcionais estaria de bom tamanho. Não é justo ser deputado com menos voto que o outro candidato.

Legislação arcaica
Voto proporcional foi um artifício usado pela Ditadura Militar para impedir que o então MDB dominasse o Congresso. Na Aleac vamos ter deputado com metade dos votos de suplentes.

O melhor se elege
O correto seria que, por exemplo, fossem eleitos os mais votados para o Legislativo.

Menos Dilma
Neste segundo mandato a presidente Dilma tem que ser menos Dilma durona e mais Dilma política. Por causa do seu método de trombar com os políticos é que quase foi para o brejo.

Sem grandes mudanças
O governador Tião Viana vai ter que acomodar com espaços no governo os novos deputados eleitos pela FPA. É natural, desde que o critério das indicações seja o da competência. Mas, ninguém fique esperançoso de mudanças em secretarias estratégicas como Fazenda, Assecom, Gabinete Civil, Saúde e Indústria e Comércio, cujos secretários aliam a gestão à política. Novos nomes deverão vir para Seaprof e Educação, que estão com interinos. E em secretarias menos operativas e no chamado segundo escalão. Não haverá grandes mudanças.

Assuntos desta notícia