Política nacional 02/11/2014

“A minha cota de participação eleitoral está esgotada”.
Tarso Genro (PT), que os gaúchos querem ver pelas costas, em afirmação peremptória.

Aliados duvidam que Renan abra mão de poder
Aliados desconfiam da sinceridade de Renan Calheiros na  anunciada decisão de não disputar novo mandato de presidente do Senado, em 2015. Ele não é do tipo que abre mão de poder, por isso aliados acreditam que é tudo manobra para deixar que outros pretendentes briguem pelo cargo, e depois ressurgir como solução consensual. A menos que ele tema se ver tragado pelo escândalo do Petrolão.

Me errem
Senadores acreditam que Renan anunciou desistência de continuar presidindo o Senado para sair do foco da imprensa até 2015 chegar.

Fortalecido
Boa razão para se desconfiar da desistência de Renan é que ele saiu fortalecido da eleição: Renan Filho foi eleito governador no 1º turno.

Alternativas
Pretendem presidir o Senado Eunício Oliveira (CE), Eduardo Braga (AM), Vital do Rêgo (PB) e Garibaldi Alves (RN), todos do PMDB.

Maior bancada
É praxe a maior bancada indicar o presidente do Senado, por isso senadores do PMDB disputarão a sucessão de Renan Calheiros.

Farra de diárias em 2014 soma R$ 619 milhões
O gasto do governo com pagamento de diárias em 2014 ultrapassou os R$ 619 milhões em pagamentos feitos até agosto, de acordo com dados do Portal da Transparência. Caso o ritmo acelerado de R$ 100 milhões por mês (desde maio) seja mantido, o governo da presidenta Dilma caminha a passos largos para bater o recorde de R$ 1 bilhão estabelecido pelo ex-presidente Lula no último ano de mandato.

Superando o mestre
Dilma vai fazer parecer trocado os R$ 4,2 bilhões gastos por Lula em sete anos com diárias. Em três anos e meio, já torrou R$ 3,1 bilhões.

Por nossa conta
O Palácio do Planalto ainda não é academia de ginástica, mas decidiu gastar R$ 100 mil em esteiras e até um multiexercitador de R$ 11,4 mil.

Tempestade perfeita
Diante do tsunami econômico que se aproxima no vácuo pré-posse, até Dilma já deve ter se arrependido de ganhar (por pouco) as eleições.

Confiar desconfiando
Parece chororô tardio a pretendida auditoria tucana nas urnas: a lei eleitoral permite que a comissão de votação paralela dos partidos cheque os dados em tempo real. No distante Acre, inclusive.

Déjà vu
Deputados do PMDB têm repetido que o vice Michel Temer não deverá cometer o mesmo erro duas vezes. Em 2012, ele apoiou Sandro Mabel a líder contra Eduardo Cunha, que foi eleito e deu o troco no governo.

Não votaram nela   
Dilma ainda não assinou repasses aprovados em setembro para que o Itamaraty pague alugueis de servidores no exterior, mas quando teve que elevar gastos de campanha, tudo ocorreu como passe de mágica.

Mais um
Pedido de impeachment de Dilma, de autoria do senador Mário Couto (PSDB/BA), em razão do superfaturamento na compra da refinaria americana, foi arquivado pelo presidente da Câmara, Henrique Alves.

Referência
Cotado para chanceler, o embaixador Maurício Bustani, 69, é um herói da diplomacia: após o 11 de setembro, sua independência à frente da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) irritou George W. Bush e o fez perder o cargo, ante a covardia do governo brasileiro.

Entre gaúchos
O deputado Beto Albuquerque (PSB), que ficou sem mandato após sair candidato a vice de Marina Silva, deverá ser acomodado em cargo no governo de Ivo Sartori (PMDB), no Rio Grande do Sul.

Briga de suplente
Segundo-suplente de Pedro Taques (MT), o empresário Paulo Fiúza trava briga judicial pela vaga do pedetista no Senado. Alega que a ata que registrou José Medeiros na 1ª suplência foi fraudada.

Foco no Maranhão
Com o retorno do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) ao Senado, o suplente Lobão Filho deverá isolar Rosea-na Sarney e tentar reestruturar o PMDB no Maranhão, onde perdeu a eleição ao governo.

Caleidoscópio
A situação econômica e política está preta, o Brasil está no vermelho e a presidente reeleita Dilma toma um bronze na Bahia.

PODER SEM PUDOR
Dedicatória
O memorialista Humberto de Campos, que ganhou fama com os contos de humor sob o pseudônimo de Conselheiro XX, certa vez visitou Getúlio Vargas no Palácio do Catete, no Rio, a quem presenteou com um dos seus livros. Na dedicatória, escreveu:
– A Getúlio Vargas, que me venceu duas vezes: uma pelas armas, outra pelo coração.

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