A vida segue

Começo de novembro. Final de ano já está chegando e atirando para o passado um ano bem movimentado. Um ano de Copa do Mundo no Brasil e de eleições majoritárias. Ambos os eventos mexeram com o Brasil. Mas agora são páginas da história, prontas para serem viradas.

É hora de mirar o futuro e pensar no que se pode ser feito para melhorá-lo. Atirar-se no abismo do desconhecido que são os dias de amanhã, com os planos do presente e a convicção de que o melhor está por vir. Em resumo, chegou o momento de fazermos novos tempos.

No entanto, parte do povo brasileiro continua estagnado e preso a um descontentamento com fundos político-partidários. Denominam-se de insatisfeitos e tentam lançar em todos o vazio do sentimento da mudança simplesmente pela mudança. Sem objetivos, conceitos ou metas pré-estabelecidas. Forçam a sua revolta elitista a um nível popular e tentam a todo custo resgatar o movimento social de que chegou a hora de fazer alguma coisa. O ‘Gigante Acordou’.

Pois bem, então acorde gigante, mas olhe pra frente. Esqueça o que ficou pra trás.

As eleições acabaram. O momento agora é de construir o país do futuro. Esquecer os erros do passado. Não foram dois partidos políticos que dividiram o Brasil. Foi o próprio povo brasileiro que fez isso. E continua fazendo o mesmo dia após dia. Repartem uma nação soberana quando são preconceituosos uns em relação aos outros. Quando se ofendem e colocam seus orgulhos regionais muito acima do amor nacional. E, assim, provam que a revalidade é inimiga do respeito.

Nossos antepassados certamente não ergueram uma nação com ódio. Foi com trabalho, com acertos e muitos desacertos. Só que estes erros foram superados. Alguns totalmente, outros apenas parcialmente. O fato é que nunca precisaram lidar com eles dividindo as pessoas. As regiões do Brasil existem por finalidades geográficas. E não com fins separatistas.

As opções políticas de cada um precisam ser respeitadas. Cada um com a sua. Mas este não é o momento de ser político. As campanhas ficaram em outubro. Eles terminaram com a vitória maior da democracia. O povo foi às urnas e escolheu. Isso precisa ser acatado. Tentar mudar a escolha da maioria não é certo. Não é ético e tampouco democrático.

Precisamos ter a responsabilidade pelo Brasil em que queremos viver. Buscamos uma terra de prosperidade. E não de eternas anarquias, rebeliões e descontentamentos. Quem não está feliz então que busque as vias corretas de melhorar as coisas. Afinal de contas, a apatia é um sentimento que nenhum povo merece ter. Todavia, é preciso ter o compromisso de correr atrás das mudanças pelos caminhos certos. Pois as estradas tortuosas da desordem só nos levarão para uma cadeia de mais erros, desigualdades e mais gente infeliz.

* Tiago Martinello é jornalista.
E-mail: [email protected]

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