13 de janeiro de 2026
Jornal A Gazeta do Acre

GAZETA 93,3FM Ouça agora

Sem resultados
View All Result
  • Capa
  • Últimas Notícias
  • POLICIA
  • Geral
  • POLÍTICA
  • Colunas & Artigos
    • Roberta D’Albuquerque
    • O prazer é todo meu
    • Marcela Mastrangelo
    • Beth Passos
  • Social
    • Márcia Abreu
    • Giuliana Evangelista
    • Beth News
    • Jackie Pinheiro
    • Roberta Lima
    • Gazeta Estilo
  • Publicações Legais
    • Publicações Legais
    • Comunicados
    • Avisos
    • Editais
Jornal A Gazeta do Acre

GAZETA 93,3FM Ouça agora

13 de janeiro de 2026
Sem resultados
View All Result
Jornal A Gazeta do Acre
Sem resultados
View All Result

Em São Paulo, haitianos usam o rap para amenizar a saudade

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
12/01/2015 - 20:32
Em São Paulo, haitianos usam o rap para amenizar a saudade
Manda no zap!CompartilharTuitar

 Porto Príncipe, Haiti, 12 de janeiro de 2010. “Eu estava na escola, cheguei a minha casa, coloquei a comida. Na segunda colher, a casa começou a tremer. Meu avô estava lá, assustado, mandou que a gente continuasse a comer. Depois, [veio] uma nuvem branca de poeira. Não conseguíamos ver ninguém”. É assim que o haitiano Widson Panooty, 26 anos, relembra o dia em que um terremoto de 7,3 graus na Escala Richter devastou seu país. Três meses depois, o jovem chegou ao Brasil, assim como muitos de seus compatriotas, para tentar reconstruir a vida que foi totalmente abalada pelo tremor.

“Foi muito triste. Muitos amigos morreram. Alguns primos também. Graças a Deus, ninguém da minha família morreu”, contou. Widson é um dos 40 mil haitianos que chegaram ao Brasil após o terremoto de 2010, de acordo com dados do Conselho Nacional de Migração. “Minha mãe, meu pai perderam tudo. Quebrou tudo. Foi uma catástrofe muito grande. Eles não tinham mais condições de me ajudar. Eu tinha que continuar a lutar”, explica. Ele estudava ciências da informática no Haiti e, para iniciar a vida no novo país, foi trabalhar em obras de construção civil.

Hoje, além de comandar uma equipe de pintores, Windson tem um grupo de Hip Hop, junto com mais cinco haitianos. “A gente canta os temas sociais. A gente fala da nossa vida. A gente está buscando a união das pessoas”, explicou o cantor de rap, que ainda tem dificuldades para compreender e falar o português. Com versos em crioulo (creole, em francês) e português, os haitianos usam a rima para falar da realidade do seu país e para acalmar a saudade, palavra aprendida no Brasil. Eles também agregam ritmos próprios da ilha do Caribe. “As pessoas gostam mesmo. A nossa batida tem a coisa caribenha.”

RECEBA NOTÍCIAS NO CELULAR

Asthelin Filsaime, 25 anos, é um dos haitianos que fazem parte da Visyon Rap, como o grupo é chamado. Ele veio para o Brasil em 2011 e, assim como o amigo, foi trabalhar na construção civil. “Quando a gente está numa situação dessa, tem que procurar um meio para viver. Deixar tudo de lado até que consiga fazer o que quer”. A música era o que o Don Poopy, nome que ele usa comorapper, queria mesmo quando veio para o Brasil. “É algo que está comigo desde a infância. Quando tinha 11 anos, eu já escrevia letras de música.”

Logo após conquistar o primeiro salário no Brasil, Asthelin começou a construir o sonho de viver da música. “As letras que eu tinha escrito deixei lá no meu país. Tive que fazer outras quando cheguei aqui. Tive que pensar de novo”, relembrou. Mas até que pudesse tirar o sustento da música, foram muitas as dificuldades enfrentadas pelo jovem. A começar pelo trajeto de vinda. Foram dias de viagem, de avião, saindo da República Dominicana, passando pelo Panamá, Equador e depois, de ônibus, pelo Peru, pela Bolívia, até chegar ao Acre, no Brasil. “Tive que pagar US$ 3 mil por essa viagem”, contou.

Siga 'A Gazeta do Acre' nas redes sociais

  • Canal do Whatsapp
  • X (ex-Twitter)
  • Instagram
  • Facebook
  • TikTok



Anterior

UPA da Sobral completa seis meses de funcionamento

Próxima Notícia

Ufac abre 8 turmas de Pedagogia em Tarauacá e Feijó

Mais Notícias

Ifac mantém inscrições abertas para 320 vagas em cursos superiores; veja como se inscrever
4º destaque

Ifac mantém inscrições abertas para 320 vagas em cursos superiores; veja como se inscrever

12/01/2026
Foto: Iryá Rodrigues
3º destaque

Semana no Acre será de calor abafado e chuvas diárias, com risco de elevação do Rio Acre, prevê Friale

12/01/2026
ufac-1-1-e1634308268465-3-5-1
Destaques Cotidiano

Acre tem 990 vagas no Sisu 2026, todas para cursos de licenciatura da Ufac; veja quais são

12/01/2026
Todas as vagas do processo seletivo são destinadas para atuação em Rio Branco.Foto: Reprodução
Destaques Cotidiano

Defensoria Pública do Acre abre inscrições para estágio em Direito e outras áreas em Rio Branco

12/01/2026
Foto: Arquivo/Secom
Destaques Cotidiano

Rio Branco implanta ambulatório para acompanhamento de recém-nascidos e crianças de alto risco

12/01/2026
Foto: Kátia Farias/Secom
Destaques Cotidiano

Cruzeiro do Sul lança Refis 2026 com descontos de até 90% em juros e multas

12/01/2026
Mais notícias
Próxima Notícia
Ufac abre 8 turmas de Pedagogia em Tarauacá e Feijó

Ufac abre 8 turmas de Pedagogia em Tarauacá e Feijó

Homem é flagrado estuprando sobrinha de sete anos na Cidade do Povo

Homem é flagrado estuprando sobrinha de sete anos na Cidade do Povo

Jornal A Gazeta do Acre

© 2022 - Todos os direitos reservados. A Gazeta do Acre

  • Expediente
  • Fale Conosco

Sem resultados
View All Result
  • Capa
  • Últimas Notícias
  • Polícia
  • Geral
  • Política
  • Colunistas & Artigos
    • Roberta D’Albuquerque
    • O prazer é todo meu
    • Marcela Mastrangelo
    • Beth Passos
  • Social
    • Márcia Abreu
    • Giuliana Evangelista
    • Beth News
    • Jackie Pinheiro
    • Roberta Lima
    • Gazeta Estilo
  • Publicações Legais
    • Publicações Legais
    • Comunicados
    • Avisos
    • Editais
  • Receba Notícias no celular
  • Expediente
  • Fale Conosco

© 2022 - Todos os direitos reservados. A Gazeta do Acre