Política local 08/02/2015

“Bendine é um nome sem prestígio para reerguer a [Petrobras]”.
Senador Ronaldo Caiado (DEM/GO), sobre a escolha de Dilma para comandar a estatal.

Lula e aliados querem Mercadante fora do governo
O ex-presidente Lula, que o acusou de haver “sequestrado”  o governo, e líderes de partidos aliados pressionam Dilma a se livrar de Aloizio Mercadante (Casa Civil), que azedou de vez as relações do governo com o Congresso. Trapalhão, ele conseguiu piorar o clima, após a vitória de Eduardo Cunha (PMDB/RJ), ao ameaçar distribuir cargos de segundo escalão segundo o grau de obediência dos parlamentares.

Não entendeu nada
Mercadante não percebeu que Eduardo Cunha venceu porque fez os deputados acreditarem que enfim seriam respeitados pelo governo.

Refém de luxo
Lula e os líderes aliados reconhecem ser difícil levar Dilma a demitir Mercadante. Ele é hoje o único contado dela com a vida “lá fora”.

Isolamento
Para tornar Dilma dependente, Mercadante afastou do Planalto todos os que tinham acesso a ela, inclusive o velho assessor Gilles Azevedo.

Sr. Derrota
A arrogância de Mercadante derrotou o candidato do PT a presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, segundo acredita a cúpula petista.

Temer articula para aprovar distritão
Contrariando o PT, que quer implantar voto em lista na próxima eleição, o vice-presidente da República, Michel Temer, articula para aprovar  ainda este ano a tese do “distritão”. O PMDB negocia o apoio do PSDB para derrotar a proposta de reforma política do PT. O tucanato já está unido ao PMDB para impedir a criação do Partido Liberal, articulado pelo ministro Gilberto Kassab para esvaziar o PMDB e a oposição.

Juntos na causa
Michel Temer almoçou no dia 4 com deputado Miro Teixeira (PROS/RJ), a quem pediu para articular a aprovação do ‘distritão’ na Câmara.

Consulta popular
Fiel escudeiro de Temer, Moreira Franco elaborará até março proposta de reforma com base em enquete da Fundação Ulysses Guimarães.

Sem puxadores
O distritão, que se configura na eleição majoritária para deputados e vereadores, acabaria com puxadores de votos como Tiririca, Romário…

Briga de foice
Em meio ao escândalo do Petrolão, a Comissão de Minas e Energia da Câmara nunca foi tão cobiçada por deputados, aliados e de oposição. A fila de candidatos a membro titular e até suplente é enorme.

Sem vergonha
Apesar de o ministro Pepe Vargas (Rel. Institucionais) dar de ombros para o envolvimento do tesoureiro do PT João Vaccari Neto na operação Lava Jato, que apura o roubou à Petrobras, Vaccari foi um dos assuntos mais comentados (trending topics) no Twitter na semana.

Racha no PSOL
Isolado após se aproximar do governo Dilma, o senador Randolfe Rodrigues (AP) está negociando sua saída do PSOL. O deputado reeleito Jean Wyllys (RJ) também anda às turras com o partido.

Pequena fortuna
A diretoria-geral do Senado publicou portaria na sexta (29) concedendo pensão à Iracy Ramos Marinho, mulher do falecido senador Josaphat Ramos Marinho. A pensão corresponde a 50% dos vencimentos do ex-senador a partir de 31 de março de 2002, data do óbito.

E o rodízio?
Deputados do PSDB ficaram incomodados com a escolha da dupla Carlos Sampaio (SP) e Bruno Araújo (PE) para representar a bancada e o bloco da Minoria. Os dois foram líderes na legislatura passada.

Entra na fila
Ex-deputado, Edson Giroto (PR) tem coletado assinaturas na bancada do Mato Grosso do Sul para ser indicado à diretoria do DNIT, que tem orçamento de mais de R$ 8 bilhões e é muito cobiçado por autoridades.

Futuro PMB
Capitão Augusto (PR-SP) causou estranheza ao tomar posse e circular durante toda a semana usando farda de policial no Congresso. O deputado está na linha de frente da criação do Partido Militar Brasileiro.

Finanças e tributação
O PSDB indicará o tucano Giuseppe Vecci (GO), aliado do governador Marconi Perillo, para presidir a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. O acordo foi feito com o presidente Eduardo Cunha (PMDB).

Fim da mamata
Mal terminou eleição, deputados já descem a lenha no novo presidente da Câmara: eles não querem trabalhar às quintas, como determinou Eduardo Cunha.

PODER SEM PUDOR
Sem-vergonhice
Certa vez, em 1988, o ex-ministro Nelson Jobim foi dar uma força na campanha do PMDB à prefeitura de Tupanciretã (RS), região em que os candidatos têm o hábito de demonstrar civilidade visitando os palanques dos adversários. Jobim já discursava quando o adversário, Dr. Marcel (PDS), subiu ao palanque. Ele impostou a voz para perguntar à platéia:
– Por que será que o Dr. Marcel está no nosso comício?…
O grito de um bêbado estragou a profunda reflexão pretendida por Jobim:
– Porque ele é um sem-vergonha, tchê!

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