Política local 10/03/2015

“A política é a arte de pedir votos aos pobres, pedir recursos financeiros aos ricos e mentir para ambos”.
(Antonio Ermírio de Moraes)

Diferenças básicas
Quando o MP pede abertura de inquérito contra um político (é o caso do senador Gladson Cameli) é porque há indícios de que foi praticada uma ilegalidade. Quando o MP pede abertura de investigação é porque não há estes indícios, como é o caso do governador Tião Viana. Por enquanto nada há mais a acrescentar aos dois casos. É esperar agora a apuração da Justiça.

Lavanderia da Petrobras
Os principais veículos nacionais de comunicação dão o esquema do PP como o que tem provas mais robustas do envolvimento de seus deputados e senadores na lavanderia da Petrobras.

Ninguém me convence
Neste caso do Petrolão, em que o tesoureiro geral do PT, João Vacari Neto, está até o talo no propinoduto da Petrobras, ninguém vai conseguir me convencer que a cúpula do PT não sabia.

Que coisa mais infantil!
Como não sabiam, se quem dizia quem deveria ou não ser financiado era a cúpula petista?

Primeiro a confessar
O senador Lindebergh Farias (PT) é cara de pau. Disse que foi sim à Petrobras pedir ao delator Paulo Roberto grana para a campanha, mas de boa-fé. Sabia que era um dinheiro desviado.

Defesa ingênua
Foi uma defesa ingênua. O delator Paulo Roberto não ia tirar dinheiro do bolso para lhe dar, teria de ser via ilegal, des-viado do esquema de propina do Lava Jato. Que inocente!

Sabia não ser legal
O senador Gladson Cameli (PP) sabia também que os recebimentos mensais vindos do delator Paulo Roberto eram ilegais, não tinha uma árvore de dinheiro, não pode alegar legalidade.

Mas não é o caso
Doação para ser legal teria que ter sido feito diretamente pela Petrobras. É o óbvio. Se o dinheiro vinha na sombra de um alto funcionário da estatal é porque estava sendo desviado.

Nome ventilado
O nome da Chefe do Gabinete Civil do Governo, Márcia Regina, vez por outra é ventilado como uma das opções para vice na chapa do prefeito Marcus Alexandre, na disputa da reeleição.

Fim do restinho
Uma coisa é certa neste escândalo do Petrolão: acaba com o restinho de credibilidade dos grandes partidos (os pequenos não têm nenhuma) e leva na enxurrada a classe política.

Fato complicador
Pelo que tenho lido, o fato mais complicador para os parlamentares do PP é que os seus pagamentos eram mensais, o que quebra a caracterização que se tratava de doação legal.

Fácil de caracterizar
E com a quebra do sigilo bancário estes e outros repasses poderão vir à tona na investigação.

Não inferior a isso
Numa avaliação feita ontem por um secretário da PMRB, o prefeito Marcus Alexandre, já deve ter gasto cerca de 10 milhões de reais e não recebeu do Governo Federal nem a metade.

Não espere muita coisa
Com a Dilma pedindo que o brasileiro aperte mais o cinto que nem mais buraco tem, a PMRB e o Governo não esperem receber nem o que gastaram de recursos próprios com a enchente.

Opção pela discrição
A assessora de Comunicação da Câmara Municipal de Rio Branco, Ana Paula, mandou e-mail explicando que a Casa doou 3t de itens diversos aos alagados, mas optou pela discrição.

Aguardar os depoimentos
O STF deve liberar nos próximos dias o teor dos depoimentos dos delatores e aí vai se ficar sabendo com detalhes como se davam as relações com cada parlamentar acusado.

Não fez favor algum
O ministro da Previdência, Carlos Gabas, não está liberando 37 milhões como foi divulgado, apenas está antecipando em alguns dias os salários dos aposentados, que não lhes pertence.

Caridade com chapéu alheio
E quanto a liberação de um mês de salário extra, os aposentados vão pagar, não é também nenhuma bondade ou favor, é como fazer caridade com o chapéu alheio.

Não mostrou o carinho
O Fantástico não mostrou o outro lado da alagação: o carinho dos voluntários, das equipes do Governo, da PMRB, do Tião Viana e Marcus Alexandre, no atendimento aos atingidos pela cheia.

Não faltou nada
Nos abrigos não faltou nada. Tinha café da manhã, almoço e jantar, atendimento médico, psicológico e recreação para as crianças das famílias que ficaram nos abrigos públicos.

Que zona!
Pelo que mostrou a Rede Globo não há como o governador do Amazonas, José Melo, se sustentar no cargo, teve todo tipo de compra de votos registrado em documentos.

 E ela ainda é prefeita?
Todo esquema de máquinas do Deracre que atua em Brasileia é coordenado pela deputada Leila Galvão (PT). É de se perguntar se ela é prefeita ou do governo para ter o privilégio.

Vingança política
A deputada Leila Galvão (PT) atua nesta pós-alagação em Brasileia, como uma espécie de prefeita paralela. Na verdade a sua meta é acabar com o prefeito Everaldo, que a derrotou.

Grande expectativa
A grande expectativa política no cenário nacional está voltada para dois temas: para o próximo dia 15, quando está sendo preparada  para todos os estados uma manifestação contra a política de arrocho da presidente Dilma, que conseguiu causar descontentamentos até nos que votaram nela e dentro do seu próprio partido. E num outro cenário é a espera da liberação da peça acusatória dos delatores do Petrolão, detalhando como seu deu a entrega de propina a cada parlamentar denunciado. Dois temas quentes que vão mexer muito com o País. Assim funciona a democracia.

Assuntos desta notícia