Política local 18/03/2015

“Os homens erram, os grandes homens confessam que erram”.
(Voltaire, filósofo francês)

Debate federal
O deputado Raimundinho (PTN) levou ontem ao debate na Aleac, a questão dos formandos de Medicina da Bolívia, que estão fazendo internato no Acre ao arrepio da lei. O deputado está no seu papel. Só que nem a Aleac e nem o governador Tião Viana podem fazer nada para mudar a realidade, a situação jurídica é regulada por uma legislação federal, daí o CRM ser contra.

Nem há como
Nem há como o governo fazer convênios com Faculdades de Medicina da Bolívia para garantir legalmente a prática do internato, estaria assim colidindo com a legislação federal que proíbe.

O que estabelece?
O que a legislação federal estabelece hoje é que: formados em Medicina, na Bolívia, têm que se submeter à prova do Revalida, passar, para então terem os seus diplomas validados no Brasil.

O máximo a ser feito
E não mudando a legislação, o máximo que os deputados estaduais podem fazer é serem solidários aos estudantes brasileiros formados na Bolívia. E nada mais além.

Reflexo da pressão, mudou o tom
A presidente Dilma mudou completamente de comportamento, após a gigantesca manifestação nacional perdeu a empáfia, pregou humildade e reconheceu os erros.

Caindo na real
E veio num tom de quem caiu na real, fugindo do discurso de alguns ministros aloprados, de que, quem esteve na manifestação era oposição. Agora é esperar ações concretas do governo.

Economia de guerra
A tônica na última reunião do secretariado do governador Tião Viana foi a adoção de uma economia de guerra, para enfrentar a crise econômica nacional, com sérios reflexos no Acre.

Nem pensar
Aumento salarial, o retorno dos que tiveram os contratos temporários findos, e volta de ex-ocupantes de cargos em comissão ainda na espera, são pontos que não serão nem discutidos.

Preservar os salários
Não adianta o governo abrir um pacote de bondade para ser agradável e depois não ter a condição de pagar os salários dos servidores em dias, como aconteceu em governos passados.

Parece que gosta
A ex-deputada federal Antonia Lúcia (PSC), depois de sua derrota, deveria se preservar e ficar longe do bate-boca com adversários nas redes sociais. É ruim à sua imagem e não ganha nada.

Não se inventa candidatos
Candidato proporcional você pode inventar, mas candidatura majoritária não se cria da noite para o dia, é ingênuo a oposição ficar pinçando nomes fora do contexto para disputar a  PMRB.

Não pode acontecer
Empresários dos transportes coletivos recebem subsídio da PMRB para manter o preço das passagens e minimizar custos, por isso, demissão em massa de cobradores não justifica.

Ficar atento
O prefeito Marcus Alexandre tem de ficar atento, se isso ocorrer, é prejuízo político certo.

Chegou tarde
O deputado Gonzaguinha (PSDB) criticou ontem o governo pelos problemas na BR-364. Tivesse lido os jornais saberia que, por ação do Tião Viana, o DNIT já destinou 46 milhões reais para a recuperação.

Não se atola mais
O deputado Jesus Sérgio (PDT) fez o contraponto, lembrando que chegou a ficar dias com o carro em atoleiros saindo de Tarauacá para Rio Branco, e hoje se roda de inverno a verão.

Discurso surrado
Com o seu linguajar simples o deputado Jesus Sérgio (PDT) matou o discurso surrado, já que as empresas que trabalharão nos trechos críticos começaram a instalar os canteiros de obras.

Não pisa no português
Pela primeira vez ouvi o Jesus Sérgio usar a tribuna. É desenvolto e não atropela o português.

Ilação espírita
O deputado Ghelen Diniz (PP) fez ontem uma ilação, sem nenhum documento que sustentasse a sua tese, de que os 300 mil reais declarados por Tião Viana fazem parte de outra remessa.

“Eu também recebi doação”
O deputado Eber Machado (PSDC) fez uma defesa dura do governador Tião Viana, o considerando um político limpo. “Também recebi doação e declarei, a lei permite”, completou.

Mudou o tom
O que deu para notar nas notas acima, que ao contrário do que vinha ocorrendo, a base do governo passou a atuar em bloco contrapondo aos ataques da oposição, algo novo na Aleac.

Pontuou bem
A deputada Leila Galvão (PT) pontuou bem ao falar ontem na Aleac sobre as manifestações a favor e contra a presidente Dilma, considerando ambas legítimas e fruto da democracia.

Não é ilegítimo
O PSDB expulsar a vereadora Matilde (Feijó), o prefeito de Santa Rosa, Rivelino, e os vereadores da Capital  Rabelo Goes e Alonso Andrade por infidelidade é um ato legítimo.

Argumento forte
É o argumento é forte: não terem apoiado ao candidato ao governo Marcio Bittar.

Disco furado
É perda de tempo os deputados ficarem trocando farpas sobre a culpabilidade ou não do senador Gladson Cameli (PP) e do governador Tião Viana (PT) no escândalo do Lava Jato, porque não vão acrescentar nada aos dois casos, ambos em investigação. É um “debate pequeno”, como bem pontuou ontem o deputado Eber Machado (PSDC). De fato há coisas mais importantes a debater. Mesmo porque os casos não serão julgados na Aleac.

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