Política local 27/03/2015

“Estabelecemos regras para os outros e exceções para nós”.
(Charles Lemesle)

Comparação sem o mínimo sentido
O Ghelen Diniz (PP) não é um parlamentar da cota dos medíocres. Mas, na sua ânsia de criar fatos para mostrar ação  fez ontem uma comparação estapafúrdia entre os preços praticados pelo governo na BR-364 e os praticados pelo Dnit, no trecho Rio Branco-Sena Madureira. No primeiro caso a estrada foi feita do zero, e no caso de Sena houve só o recapeamento do asfalto.

Contabilidade furada
E qualquer contabilidade sobre a BR-364 tem que levar em conta os altos valores das pontes. E ainda sobre a rodovia: antes só se chegava ao Juruá de avião, hoje se chega de carro. Ou não?

O que não deteriora?
É normal que apareçam trechos a serem recuperados. Qual a estrada que não se deteriora? Existem trechos críticos? Claro, não se pode negar uma realidade, mas é um problema pontual.

Está no seu papel
Posso até não concordar com algumas posições da deputada Eliane Sinhasique (PMDB), mas é errado atacar a sua pessoa. Pode ser contestada na essência, jamais na sua ação parlamentar.

Mil vezes
Para a democracia é melhor mil vezes um deputado que critique, que tenha acertos e erros, do que um parlamentar omisso e que fica torcendo para chegar o fim do mês e receber o salário.

Faça sexta-feira
O presidente da Aleac, deputado Ney Amorim (PT), deveria marcar as sessões solenes na sexta-feira, e não tomar o tempo das sessões ordinárias, que são apenas três vezes por semana.

Meus peixes primeiros
Chega a crítica que o secretário de Agricultura, José Reis, deixou as gratificações dos funcionários da sua secretaria e cortou as do IDAF, usando dois pesos e uma medida.

Não pode haver protecionismo
Ou corta de forma linear as gratificações ou então não corta de ninguém.

Nos devidos lugares
É bem intencionado na essência o projeto do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) de aumentar as doações de sangue. Mas isso deve ser feito em campanhas, não dando prêmios aos doadores.

Faça isso não, Gonzaguinha?
O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) quer uma “Moção de Aplausos” ao governador de Goiás, Marconi Perillo, por doações aos alagados. Muito mais meritórios foram os abnegados voluntários.

Fim de papo
O MP pontuou ontem para os deputados o que a coluna tinha colocado em diversas ocasiões: o estágio de estudantes de medicina da Bolívia em hospitais do Acre é ilegal. E ponto final.

Não adianta
Não adianta a deputada Leila Galvão (PT) e outros ficarem fazendo charme e prometendo aos estudantes o que não podem cumprir, porque existe uma legislação federal que proíbe o ato.

Fogo amigo
A ex-secretária de Saúde, Sue-ly Melo, teve defeitos, mas muitos acertos. Não deixou a pasta da Saúde numa situação de “calamidade”, como atacou ontem o deputado Raimundinho (PTN).

Não me lembro
Não me lembro de nenhuma campanha por parte do deputado Raimundinho da Saúde (PTN), como sindicalista atuante, denunciando ao MP, TCU, TCE, na imprensa, a Suely Melo.

Não foi eleita para isso
Respeito a opção religiosa da deputada Juliana Rodrigues (PMRB). Mas, ela não foi eleita para transformar a tribuna da Aleac num púlpito de pregação da Igreja Universal do Reino de Deus.

Importa saber dos seus projetos
Pouco importa o seu credo religioso, mas que projetos ela tem para ajudar a população.

Denúncias sobre Cruzeiro do Sul
O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) levou duas denúncias verdadeiras, ontem à Aleac: o fim do atendimento ambulatorial na Maternidade e a falta de reagente no Hospital Dermatológico.

Denúncias que colaboram
De fato faltou o reagente, está resolvido, segundo a secretaria de Saúde. Mas, o atendimento ambulatorial, deve ser feito pela prefeitura e não pelo Hospital Dermatológico. Certo, Gonzaguinha?

Nem ofendeu e nem mentiu
O deputado Raimundinho (PTN) lembrou ontem na Aleac que o ex-governador Orleir Cameli sacou o dinheiro do Fundo Previdenciário para pagar servidores, não devolveu, não mentiu.

Um deus nos acuda
O deputado Ghelen Diniz (PP) transformou o fato numa ofensa que não houve. A pessoa  do Orleir, que morreu, deve ser preservada, agora os atos do seu governo não necessariamente.

Quem não os tem?
Orleir Cameli fez um governo empreendedor, mas também cheio de equívocos e erros de gestão. Quem não os tem? Agora, o tempo de discutir seu governo passou, ele já morreu.

Não pode e nem deve
A população de Tarauacá está sem um defensor público. Um fato que não pode e nem deve acontecer, porque quem acaba sofrendo é a população de baixa renda que precisa de ajuda jurídica. Gostaria de ver a mesma mobilização intensa dos dirigentes da Defensoria explicando esta situação, como quando fazem na briga de benefícios justos para a categoria. Que digam de quem é a culpa, denunciem, mas não se pode é ficar calado com a situação de Tarauacá.

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