Política nacional 18/03/2015

“Não nos façam de bobos”.
Ministro Gilmar Mendes (STF) sobre a proposta de financiamento eleitoral da OAB.

Devassa em conselho pode comprometer Dilma
O Tribunal de Contas da União (TCU) está prestes a “abrir  as portas do inferno” para Dilma, e deixá-la vulnerável a  impeachment. Seu plenário deve aprofundar a investigação do papel do conselho de administração no escândalo de corrupção da Petrobras. O conselho foi presidido por Dilma desde o início do governo Lula, gênesis do assalto à estatal, e todas as decisões, inclusive as que alimentaram o “petrolão”, tiveram sua assinatura, configurando “ato de ofício” que pode incriminá-la.

Autor da proposta
O auditor e ministro-substituto André Luís de Carvalho foi quem levou ao plenário do TCU a proposta de investigar o conselho da Petrobras.

Dilma deu o mote
A devassa do TCU se baseará na reação da própria Dilma, ao atribuir a compra superfaturada da refinaria de Pasadena a informações falsas.

Dados falsos
Dilma disse que o então diretor Nestor Cerveró, hoje preso, enviou ao conselho de administração da Petrobras dados falsos sobre Pasadena.

Prática habitual
A suspeita no TCU é que outras decisões tenham sido tomadas, no conselho da Petrobras, com base em informações igualmente falsas.

PF acredita que há mais políticos envolvidos
O delegado federal Igor de Paulo, que participa das investigações, afirmou ontem que a Operação Lava Jato trabalha com a expectativa de forte “expansão” da lista de parlamentares envolvidos do assalto à Petrobras. A força-tarefa acredita esse novos nomes surgirão a partir dos inquéritos determinados pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. A “Lista de Janot”, com 54 nomes, deve crescer.

Os intocáveis
A Polícia Federal destacou 40 delegados e agentes para trabalhar na Lava Jato. Sem contar aqueles que atuam nos novos inquéritos.

Encenação
PT e PMDB combinaram tratar de “reforma política”, para ocupar as manchetes, mas em particular só falam em petrolão. Estão em pânico.

Apocalipse
Os políticos do PT e do PMDB estão à base de tranquilizantes, à espera de notícias sobre o depoimento do lobista Fernando Baiano.

Mala pronta
Se é mesmo bem informado, como já demonstrou, o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (PT/SP) já deve ter preparado sua mala de mão, tipo a do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC.

Caixa preta
São devastadoras as revelações de dirigentes da empreiteira Camargo Corrêa que fizeram acordo de delação premiada. A “caixa preta” do setor elétrico começou pela obra da hidrelétrica de Belo Monte.

Novo presidente
José Maranhão (PMDB/PB) assumirá a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado. Será sabatinado na CCJ o substituto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.

Disse bem
Com a coragem habitual, o ministro Gilmar Mendes (STF) criticou a proposta da OAB de financiamento eleitoral: o pode da Bolsa Família e o empresário devem contribuir com o mesmo valor. “Isso tem nome. Isso é encomendar lavagem de dinheiro”, adverte o magistrado.

Pendurado na brocha
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, virou réu por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. É suspeito de roubar em nome da companheirada. Mas todos, como Lula, se fingem de mortos.

Mordendo o próprio rabo
Dilma entrega sua sorte a Joaquim Levy (Fazenda), mas o PT não esconde a preferência por Nelson Barbosa (Planejamento), cujas decisões ajudaram em muito a formar a crise que impôs o arrocho.

Enfrentamento
O deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), que está na lista de Janot, tem se colocado à disposição jornalistas para responder a qualquer pergunta sobre o assunto. Quer mostrar que não teme a investigação.

Amarelou, oficialmente
Em vez de demitir Cid Gomes (Educação), Dilma concedeu a ele “licença médica”. A manobra livra o ministro de ir ao plenário da Câmara, como foi intimado, e apontar os “deputados achacadores”.

Pergunta no plenário
Se Cid Gomes perder o cargo por acusar os deputados federais de “achacadores”, será o primeiro ministro demitido por falar a verdade?

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