Política nacional 19/03/2015

“Assisti ao País inteiro indagar como Lulinha enriqueceu”.
Deputado Domingos Sávio (PSDB/SP) pedindo transparência no patrimônio do filho de Lula.

Petrobras sob suspeita em 40 processos no TCU
Dos 40 processos sobre a Petrobras no Tribunal de Contas da União, 10 estão ligados à superfaturada refinaria de Pasadena, nos EUA, e 15 à Lava Jato, incluindo a venda de metade da subsidiária da estatal na África ao banco BTG Pactual, de André Esteves, além do caso no complexo petroquímico Comperj. Os casos foram citados pelo ministro-substituto do TCU André Luís de Carvalho, ao propor a investigação do conselho de administração, presidido por Dilma em todo governo Lula.

Bagatela suspeita
O TCU quer saber como o banco de André Esteves comprou por uma suspeita bagatela metade da subsidiária Petrobras Oil & Gas B.V..

Gestão ruinosa
O ministro André Carvalho quer apurar o que chama de “atos de gestão ruinosa” ou falta do “dever de cuidado” do conselho da Petrobras.

Mais uma suspeita
A compra da Suzano Petroquímica, por mais que o dobro do seu valor pela Petrobras, em 2007 (governo Lula), também está na mira do TCU.

Outra refinaria
Comprar refinarias era o nirvana da turma da corrupção na Petrobras. O TCU quer investigar a compra da refinaria japonesa Nansei Sekiyu.

Demissão de Cid Gomes já estava definida
A demissão do ex-ministro Cid Gomes estava engatilhada há dias, mas Dilma deu a ele a última chance de resolver o problema que provocou ao acusar deputados são “achacadores”. Ela se irritou ao ser informada que Cid entrou de “licença médica” para pretextar nova ausência ao plenário da Câmara. Ele havia sido intimado a comparecer no dia 11 para explicar sua acusação, mas alegou “sinusite” e não apareceu.

Tem que enfrentar
Na intimidade, Dilma disse, aos gritos, que inventar doença não era atitude de homem. “Diz para ele ir lá e consertar essa c(*)da!”, ordenou.

Mau momento
Enfrentando problemas de relacionamento com o Congresso, tudo o que Dilma não precisava era de ministro insultando parlamentares.

Espelho meu
A iminente demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação foi antecipada com exclusividade nesta coluna, na edição de terça (17).

Faltou explicar
Dilma e seus ministros contaram muitas lorotas, com seu “pacote” requentando propostas já em tramitação no Congresso, mas não explicaram por que a Casa Civil mantém na gaveta há um ano e meio, sem regulamentar, a Lei Anticorrupção. Por ser dura demais, talvez.

Mesma opinião
Dilma engoliu a seco, ao mandar Aloizio Mercadante telefonar a Eduardo Cunha informando que Cid Gomes estava demitido. É que, no fundo, ela tem a mesma opinião do ex-ministro sobre deputados.

Pão e água
Eduardo Cunha jogou pesado com o desastrado Cid Gomes. Nem sequer o distinguiu com o convite para sentar-se à mesa, como faz a outros convocados. Cid ouviu em pé os desaforos dos “achacadores”.

Briga antiga
É antiga a briga da família Gomes (Cid e Ciro) com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O deputado perdeu um processo de calúnia e difamação contra Ciro Gomes. Recorreu e perdeu novamente.

O indefensável
Nem o PT defendeu Cid Gomes na Câmara, uma das queixas do ex-ministro. Perguntado sobre o que falaria, o líder do partido, Sibá Machado, tirou o corpo: “Eu não sei. O que há para defender?”.

Troco
Cid Gomes ganhou do deputado André Moura (PSC/SE) o título de “achacador do Ceará”, após lembrar de escândalos envolvendo o governo do ex-ministro no Estado.

Merece atestado
Se não estava doente, como se suspeita na Câmara, o ex-ministro Cid Gomes (Educação), arrogante como é, deve ter adoecido, sendo demitido mesmo depois de pedir perdão aos deputados “achacadores”.

Fora, Dilma
O PSDB pretende concentrar investigações contra Dilma no Senado. Acredita que, comprovada a relação de Dilma com o tesoureiro petista João Vaccari, será inevitável ligar Dilma à roubalheira da Petrobras.

Pensando bem…
…a corrupção deve ter o plano do Sírio Libanês: a “velha senhora”, citada por Dilma, atravessa seu governo vendendo (e comprando) saúde.

PODER SEM PUDOR
Dialética do trabuco
Na campanha para presidente de 1960, Jânio Quadros foi a um comício em Aimorés (MG), onde o clima andava tenso entre facções da UDN e PSD. Assim que começou, José Aparecido de Oliveira foi com o deputado Padre Godinho à barbearia. Quando um fazia barba e outro cortava o cabelo, tiros foram ouvidos. Godinho decidiu sair da barbearia e Aparecido o ponderou:
– Não vá, eles continuam atirando!…
Padre Godinho parecia saber o que ocorrera lá fora:
– Vou, é meu dever de sacerdote. Preciso dar extrema-unção ao Jânio.

Assuntos desta notícia