Política nacional 21/03/2015

“Em regra, uma piada de mau gosto”.
Procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato, sobre punição da corrupção.

Governo ainda paga empreiteiras da Lava Jato
Apesar de todo o barulho da Lava Jato, o governo Dilma  pagou só este ano mais de R$ 160 milhões às construtoras citadas no escândalo: OAS, Queiroz Galvão, Mendes Junior, Engevix e Odebrecht. São empreiteiras suspeitas de fraudar licitações, formar cartéis, superfaturar contratos e subornar autoridades. O total roubado da Petrobras pode ter chegado a R$ 21 bilhões, segundo estima o banco Morgan Stanley.

Em cana, com grana
Continuam presos os diretores e sócios das empresas do “petrolão” que continuam recebendo os milhões do Governo Federal.

Meio bilhão em caixa
A Camargo Corrêa, cujos presidente e vice estão presos, ainda não recebeu verbas em 2015, mas levou mais de R$ 545 milhões em 2014.

Trocado
A grana para Camargo e Corrêa em 2014 é metade do R$ 1,1 bilhão pagos no mesmo período à Odebrecht, empreiteira favorita do PT.

Na liderança
A maior parte dos recursos do governo foi parar no caixa da Queiroz Galvão. Embolsou sozinha mais de R$ 91,9 milhões.

Laudo atesta pane elétrica no incêndio
Laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo, atesta que as instalações elétricas subdimensionadas provocaram aquecimento e o incêndio do condomínio de logística Cone Suape, da construtora Moura Dubeux, no Cabo de Santo Agostinho (PE). O que estava armazenado virou cinzas, como a valiosa reserva de R$ 150 milhões em hemoderivados, do Ministério da Saúde. A íntegra do laudo do IPT está disponível no portal diariodopoder.com.br.

Falhas estruturais
Falhas estruturais na separação de ambientes também facilitaram a propagação do fogo, segundo o estudo realizado pelo IPT.

Bomba-relógio
Dias depois, bombeiros conseguiram controlar outro incêndio no condomínio da Moura Dubeux, cedido a empresa atingida no primeiro.

MD não assume
Gigante no Nordeste, a construtora cita perícia estadual inconclusiva e garante que não houve qualquer falha na construção dos galpões.

1º de abril?
Ladeira abaixo, inclusive no Nordeste, Dilma resolveu afagar a região que lhe garantiu a reeleição: convidou os governadores para uma reunião, quarta-feira, para prometer mais recursos ao “Minha Casa, Minha Vida”. Mas, atenção: pode ser piada de 1º abril.

Proposta já existe
A proposta do Ministério Público Federal de tipificar corrupção como crime hediondo já é celebrada há muito tempo por Renan Calheiros (PMDB/AL) como um dos seus feitos na presidência do Senado.

Jogo de Cena
Caciques do PMDB não acreditam na boa vontade do Palácio do Planalto em inserir o vice-presidente Michel Temer nas decisões do governo. Dilma só recorre a Temer quando o governo está em chamas.

Antes só…
O PCdoB planeja assumir atitude mais independente no Congresso, em relação ao governo. Avalia que chegou a hora de “sair da sombra do PT”, seu aliado histórico. Até para não se queimar também.

Plantação
O Planalto é o principal suspeito, na Câmara e no Senado, de “plantar” que o PMDB tenta tomar o governo de assalto, mesmo afirmando que não pretende o cargo de Cid Gomes no Ministério da Educação.

Perdeu, índio
O deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), que seria vinculado a ruralistas, foi eleito presidente da comissão mista da Câmara que analisará a proposta que trata da demarcação de terras indígenas.

Grande família
Após o fim do mandato em fevereiro, o ex-senador Aníbal Diniz (PT/AC) ganhou uma boquinha na liderança do governo no Senado. É a companheirada se aboletando em cargos públicos.

Diga com quem andas
Os senadores José Medeiros (PP/MT) e Ana Amélia (PP/RS) procuram se desvincular do partido com maior número de pessoas envolvidas na lista de Janot. Para eles, atacar corruptos é o melhor caminho.

Pensando bem…
…essa história de “acordo de leniência” tem a maior pinta de conversa de comadres para acertar o resultado do jogo: impunidade.

PODER SEM PUDOR
Manhas do Malvadeza
O jornalista Luiz Cláudio Cunha entrevistava ACM, então governador da Bahia, para um perfil na revista Playboy que ganharia um título magnífico, inspirado no filme do baiano em Glauber Rocha: “Deus e o Diabo na terra do Sol”. O almoço já tinha acabado quando o telefone tocou. Era Clóvis Rossi, da Folha. ACM não queria deixar de atender, tampouco falar. Ele já havia parado de comer, mas meteu uma garfada na boca e pegou o telefone:
– Aô, bubo bem? – disse, de boca cheia.
Constrangido, Rossi se desculpou pela interrupção do almoço e desligou.

Assuntos desta notícia