Caso duvidoso

A morte do lutador de taekwondo e cabo do Exército, Euriberto Pereira Gomes, 20 anos, ficou com um sinal de interrogação em aberto. Com a coletiva realizada ontem, 17, pelo secretário estadual de Saúde (Sesacre), Armando Melo, tais dúvidas começaram a ser respondidas.

Só que deu margem para outras. Além disso, reforçou na população o cuidado que é preciso ter nesta época do ano com certas doenças (como a dengue e a leptospirose) e a importância de não deixar um caso se tornar apenas uma estatística. Se uma pessoa no auge da juventude morre acometida por um mal de Saúde Pública, é preciso investigar este óbito mais a fundo.

No dia após a trágica morte, a mídia local foi em cima para divulgar o caso, com direito ao vídeo que ele tinha feito reclamando do atendimento na UPA e tudo mais. Só parte da imprensa foi atendida pela Sesacre. Este jornal, inclusive, não foi. Não houve nota de esclarecimento, nem muita divulgação. O fato cresceu. O vídeo da reclamação dele era forte. Tornou-se apelativo.

Resultado: foi parar no Jornal Nacional. Na manhã seguinte, a secretaria recobrou o seu atraso e se prontificou a responder sobre o caso. Garantiram que foi aberta uma sindicância para apurá-lo se houve ou não erro no atendimento ao atleta. Está certo. Mas, quando tiver algo mais concreto, é preciso divulgar. Não pode acabar só em: ‘vamos abrir uma sindicância’. O Acre quer saber o que realmente aconteceu com Euriberto.

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