Comerciantes sofrem com interdição do Terminal Urbano

 Rio Branco continua sofrendo com o avanço das águas do Rio Acre. O nível chegou a 18,39m, de acordo com a medição das 16h desta última quarta-feira, 4 de março. Mais de 86 mil pessoas são afetadas em todo o Estado. No município cerca de 50 bairros foram atingidos, desabrigando mais de 8 mil pessoas. Com o contínuo avanço das águas, o Terminal Urbano da cidade também foi atingido e interditado pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco (Rbtrans).

Com a interdição do principal terminal de transporte público do município, todo o comércio das redondezas também é afetado. Francisca Nascimento, ambulante há 15 anos, diz que foi pega de surpresa, pois não imaginava que o avanço das águas pudesse interferir no seu trabalho. “Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. O prejuízo é enorme, porque preciso pagar o fornecedor dos meus produtos mesmo que não tenham sido vendidos”, explicou a ambulante.

Comerciantes que possuem boxes na parte anexa ao Terminal Urbano também foram atingidos e pegos de surpresa. ‘Neguinha’, como gosta de ser chamada, costureira, há 9 anos, trabalha em um box alugado pela Prefeitura (anexo ao Terminal) na área central da cidade. Ela explicou que ontem, terça-feira, faltava cerca de 30 cm para a água entrar no seu estabelecimento. Hoje, quando chegou, se deparou com as roupas todas encharcadas.

“Nem imaginava que as águas chegariam aqui. Estávamos esperando que a água baixasse e subiu rapidamente. Entrei em desespero!”, esclareceu Neguinha. Moradora do bairro São Francisco. Ela também salienta que seu bairro não foi atingido, mas com a interdição da ponte de acesso teve que mudar o percurso de volta.

Calçadão da Benjamin Constant também é afetado

Comerciantes do calçadão também sofrem com o aumento do nível do rio. Parte do calçadão foi invadido pelas águas e o comércio ficou praticamente paralisado. Lucilene Ferreira, proprietária de um estabelecimento no calçadão há 18 anos, salienta que nunca viu essa situação chegar há um ponto tão crítico. Frisou, ainda, que as vendas estão completamente paradas e que o prejuízo é incalculável.

Moradora do 2º Distrito, Lucilene diz que sua casa não foi atingida, mas o acesso se tornou muito difícil. Com o avanço das águas a empresária fica apreensiva. “Ninguém sabe o que vai acontecer à noite. Já levantamos os móveis, pois amanhã podemos ter uma surpresa de chegar para trabalhar e a água ter invadido”, acrescentou.

Lucilene salientou da mobilização de toda sua família, que, mesmo prejudicada com a enchente, está ajudando com doações de alimentos e roupas. “Já fiz várias doações, eu e minha família. E vamos continuar ajudando sim”, explicou a empresária.

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