Bem-vinda

A presidente Dilma chega hoje ao Acre. Vem praticamente no aniversário de um ano da sua primeira visita, em 15 de março de 2014, quando enchente do Rio Madeira isolava o estado e aqui, em Rio Branco, milhares de famílias estavam desabrigadas. As datas podem guardar coincidência, mas o fato de Dilma voltar diante de outra alagação, isso não é por acaso. É compromisso. É solidariedade.

Novamente, vem a presidenta na hora que mais precisamos. Vivemos a maior alagação da vida do Acre. No rastro da vazante, escorrem prejuízos incalculáveis.

Dilma vai entregar 966 casas para famílias que saem direto de abrigos para a vida livre de alagação. Agora serão 2.740 famílias na Cidade do Povo, todas saídas de áreas de risco. Se caminhamos rápido para 10.518 casas deste que é o maior projeto habitacional da história do Acre, a presença da presidenta pode até inflar os números do programa “Minha Casa Minha Vida” aqui no Acre.

Quando baixam as águas da alagação, é preciso viabilizar planos de recuperação: o governador Tião Viana para a economia do Estado; o prefeito Marcus Alexandre para uma capital devastada; e cada vítima da alagação, para suas próprias vidas. A presidenta da República vem aqui ver e ouvir os acreanos.

Mas alguns políticos e militantes de redes sociais, incapazes de olhar para os bairros destruídos da nossa cidade, preferem fazer coro do panelaço dos bairros mais ricos das cidades mais ricas do país.

A propósito, ouça o economista Luís Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB e ex-ministro nos governos FHC e Sarney: “É o ódio político, o espírito golpista dos ricos contra os pobres”;  “um fenômeno nunca visto antes no Brasil, um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, a um partido e a um presidente”.

Isto não cabe no Acre, muito menos neste momento.

Uma das melhores qualidades do povo acreano é a hospitalidade. Isso vem dos seringais e das raízes nordestinas fincadas na floresta, desde a chegada dos pioneiros atraídos pela borracha. O Acre sabe ser independente, desde Galvez. Sabe ser revolucionário, desde Plácido de Castro. E sabe ser bem-educado, desde os nossos avós.

Bem-vinda, presidenta Dilma. Vamos recebê-la com respeito, carinho e esperança.

* Gilberto Braga de Mello é jornalista e publicitário.
E-mail: [email protected]

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