Indiretas já!

Como já disse bem o título, o artigo de hoje vem tratar sobre as famosas e clássicas indiretas da vida real, da vida nas redes sociais e por aí em diante. Que atire a primeira ironia quem nunca se utilizou da arte de dizer na cara, mas pelos lados?

No meu tempo de colégio, as indiretas eram usadas para alertar o cidadão que estava invadindo o nosso pedaço, pois estava interessado na mesma menina, só que num espaço de tempo maior.

As indiretas que nada mais eram do que ferramentas esporádicas no cotidiano, agora viraram linguagem constantes no mundo loucamente contemporâneo. Indiretas ainda têm a capacidade de machucar pessoas, acabar relacionamentos, criar atritos entre amigos, gerar sentimento coletivo de ‘zangamento’ coletivo.

Quando a mensagem é enviada para a pessoa e ela entende perfeitamente, tudo pode ser resolvido. Pessoas podem mudar para melhor, assim como para pior. E o que fazer quando a indireta é pra uma pessoa e a outra entende que foi pra ela? Quando é pra amigo tudo bem, você fala alguns palavrões e explica tudo, saindo rindo e até fortalece a relação.

Mas o que fazer quando você manda para um grupo e uma pessoa jura de pé junto que é pra ela (sim eu disse uma mulher, ELA)? Fuja para as montanhas, negada, porque até você conseguir explicar que chifre não vai na cabeça de cavalo, você no mínimo já sumiu da vida nas redes sociais dela. Seu nome nada mais é do que um gostinho de limão verde. E haja tempo, e saco, para explicar. Explicar eu disse? Daqui uns dez anos, quando a radiação baixar, vocês voltam a se falar.

As indiretas também podem ser vistas nos setores públicos como um jogo de farpas e facas, no qual um colega nunca está satisfeito com o serviço do outro. Recentemente, fui ao PS e uma enfermeira abarcou para a minha amiga: “Parabéns pelo seu raio-X, parece até de hospital particular”. Tudo isso porque minha amiga é (modéstia à parte) linda e a enfermeira insinuou que o rapaz só fez a coisa perfeita pelo simples fato de a minha amiga ter sido entrosada e brincalhona com todos.

Deixemos de tantas brigas por nada minha gente. Se tiver que falar algo para alguém, vamos usar o velho método de sentar e se acertar. Nada de conversa por rede social. O computador não permite expressar a verdade, a sua sinceridade, sobre os fatos e evita dores de cabe.

* Victor Augusto (Bombomzão) é jornalista.
E-mail: [email protected]

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