Para esquecer 97

O Rio Branco volta ao Rio de Janeiro quase 20 anos depois para mais um jogo da Copa do Brasil – nesse período, que fique claro, o time disputou jogos em terras cariocas, mas por outras competições. Para esquecer a fatídica goleada de 1997 diante do Flamengo, o Estrelão chega à cidade maravilhosa para tentar surpreender o principal arquirrival do rubro-negro, o Vasco.

A lógica do futebol é que não tem lógica. Os números, que às vezes parecem dizer muita, não significam nada. No fim, são 11 contra 11 dentro de campo e o que vale é bola na rede. O Vasco, se jogar com titulares, tem um time mais técnico que o Rio Branco? Isso é inegável. Mas, o esporte nos surpreende.

No primeiro jogo, na Arena da Floresta, muitos boleiros arriscaram um placar elástico a favor do Gigante da Colina – que jogou com dois titulares, apenas. Em campo, não foi bem assim. O Rio Branco “engrossou” o caldo e por pouco não saiu com um empate. Sem tirar o golaço de Kinho – aliás, obrigado, Kinho.

Lá trás, em 1997, o Estrelão surpreendeu. Venceu o Flamengo no Acre, mas levou um “sacode” no Maracanã (5 a 1, com polêmica expulsão e tudo mais). Dessa vez, o cenário é mais modesto. São Januário, que não deve receber tantos torcedores assim, pode ser o palco da “justiça alvirrubra”.

O time do técnico Zezito aposta nos reforços apresentados recentemente. Além do meia Polaco, chegaram outros quatro – todos aprovados pelo treinador. Nem todos devem começar entre os titulares, mas já devemos ter uma evolução na equipe. Nessas horas, vale quase tudo. Torcida, então, nem se fala. Que seja uma quarta-feira histórica para o Acre. Que na próxima fase o Rio Branco enfrente o Cuiabá. E se não, vida que segue que ainda temos a Série D pela frente.

* João Paulo Maia é jornalista.
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Twitter: @jpmaiaa

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