Política Nacional 01/05/2015

“Certamente a presidente não tem o que dizer”.
Renan Calheiros sobre Dilma haver cancelado o pronunciamento de 1º de maio, na TV.

‘Conterrâneos’ rejeitam o governo Dilma: 79,4%
Os “conterrâneos” de Dilma (ela é mineira, mas fez carreira política no Rio Grande do Sul) estão tão infelizes com seu  governo quanto em qualquer outro Estado. Pesquisa do Instituto Paraná revela que 79,4% dos gaúchos repudiam o atual governo. Para 81,8% dos eleitores entrevistados, a corrupção na Petrobras é o maior escândalo da história e 85,9% não têm dúvidas de que Dilma sabia da roubalheira.

Abrangência
O Instituto Paraná ouviu 1.340 eleitores em 80 municípios gaúchos de 24 a 27 de abril. A pesquisa completa está no DiariodoPoder.com.br

‘Não sabia’ não cola
Apenas 9,7% dos gaúchos acham que Dilma, presidente do Conselho de Administração da Petrobras por oito anos, não sabia da corrupção.

Declínio contundente
Se as eleições fossem hoje, 53,3% dos 3 milhões de eleitores que escolheram Dilma, no Rio Grande do Sul, votariam em outro candidato.

Decepção generalizada
Para a maioria dos gaúchos (78,2%), o desempenho de Dilma é ainda pior do que a expectativa. Já 15,8% esperavam tudo o que aconteceu.

Blocão do impeachment fala em parlamentarismo
Partidos da oposição marcaram para quarta-feira (6) reunião conjunta para definir o rumo da próxima ofensiva contra o Planalto. Devem participar os líderes no Senado e na Câmara do DEM, SD, PSDB e PPS. A coalizão avalia que, neste momento, a chance de sucesso de um pedido de impeachment ainda é pequena, e vai discutir a aceitação de uma Emenda Constitucional para instituir o parlamentarismo.

Estratégia
Líderes do bloco consideram que Dilma ensaia uma recuperação e que é mais fácil aprovar a emenda constitucional do parlamentarismo.

O líder
O senador Aécio Neves está à frente do grupo pró-parlamentarismo. Pediu mais tempo para levar uma posição consolidada do PSDB.

Baixa
O PPS, que vai se fundir com PSB, deve desembarcar da empreitada. A desistência do impeachment foi imposta pelo PSB para a fusão.

Viva o lobby
Logo após a decisão do presidente da Câmara de instalar catracas na entrada para restringir o acesso de lobistas ao plenário, parlamentares organizam a criação de uma “Frentona” para a ideia não sair do papel.

Dificuldades
O advogado Luiz Fachin faz corpo-a-corpo no Senado para obter aval à sua indicação para o Supremo Tribunal Federal. Mas ele certamente já percebeu a dificuldade. Sua sabatina até foi adiada por uma semana.

Contra o PMDB do Senado
O ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo) decidiu demitir Alberto Alves, o secretário-executivo. Não há motivo, exceto o fato de Alves ter sido indicado pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

Como zumbi
O ex-presidente da estatal Transpetro Sérgio Machado perambulou em Brasília esta semana. Teve dificuldade de falar até com o padrinho Renan Calheiros, que o sustentou no cargo por cerca de doze anos.

Tô fora, malandro
Michel Temer pediu a aliados para desestimular o impeachment contra Dilma. Ele diz que assumiria o país com “cheiro de golpe”. A situação econômica é outro motivo que o afasta da ideia de suceder Dilma.

Morcego ou beija-flor
Em debate na Comissão de Agricultura do Senado, nesta quinta, o senador Waldemir Moka (PMDB/MS) disse que o governo deve aplicar o ajuste fiscal na dose certa, sob pena de criar morcego ao invés de beija-flor. Moka é conhecido por usar ditos populares em suas falas.

Carteirada
Nesta semana, a senadora Rose de Freitas (PMDB/ES) deu bronca em um garçom no cafezinho. Ao pedir seu almoço, a distinta parlamentar disparou: “Ei, senador tem preferência, e precisa sair logo”.

Fique calmo
Debochando de manifesto dos senadores do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi tranquilizou o ministro Manoel Dias (Trabalho), por ele indicado. O ex-ministro garantiu que tentará preservar sua boquinha no governo.

Trabalhar, que é bom…
Celebra-se o Trabalho, neste 1º de maio, mas pegar no pesado é coisa que o governo do Partido dos Trabalhadores não faz há 120 dias.

PODER SEM PUDOR
É Farroupilha!
Interventor no Rio Grande do Sul, o general Flores da Cunha detestava perder no carteado e, certa vez, impôs à mesa, arrastando as fichas:
– Ganhei! Formei uma Farroupilha, o maior jogo numa mesa gaúcha!
Eram só cinco cartas de naipes diferentes. O jogo seguiu e logo depois um dos seus adversários exclamou:
– É Farroupilha!
– Esse jogo só vale uma vez! – reagiu o general, recolhendo as fichas com a mão esquerda e segurando um revólver 38 com a direita.

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