Política nacional 05/05/2015

“Quando o governo se abre ao diálogo, tem de acatar sugestões”.
Ministro Edinho Silva (Comunicação Social), ignorando que na teoria a prática é outra.

PT ataca os que ousam investigar lobby de Lula
Como é habitual, o PT tenta desqualificar a investigação contra o ex-presidente Lula por tráfico de influência para empreiteira Odebrecht, e ataca pessoalmente, nas redes so-ciais, o procurador do Ministério Público Federal Anselmo Cordeiro Lopes. O problema é que, além de usar alegações mentirosas, o PT errou de alvo: Anselmo não participa de nada; é apenas autor de despacho que deu origem à investigação.

Investigação válida
Lula é suspeito de atuar para obter grandes obras para empreiteiras como Odebrecht no exterior, garantindo o financiamento do BNDES.

Crime perfeito
Obras bancadas pelo BNDES têm contrato secreto, prazo de carência de 25 anos e blindagem contra fiscalização. E tudo sem licitação.

Ataque ao mensageiro
Militantes do PT acusaram o procurador de ser filho de advogados com interesses contrários ao PT, mas os pais de Anselmo são médicos.

Pernas curtas
Os petistas acusaram o procurador de responder a processos internos, ter ligações ao PSDB e ser “colunista da Folha”. Tudo mentira.

Contratos viram munição contra Fachin no STF
O discurso contra a indicação do advogado Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal ganhou força com a distribuição de documentos a senadores mostrando que entre 2008 e 2013 seu escritório foi contratado pela estatal Itaipu Binacional para atuar em ações no próprio STF. O escritório Fachin Advogados Associados recebeu R$ 6 milhões em seis anos. Um dos contratos, de R$ 1,39 milhão, fechado em novembro de 2013, ainda está em vigor.
 
Lado paraguaio
Fachin também foi contratado, em 2009, para defender no STF os interesses paraguaios contra o Brasil, em Itaipu.

Começou em 2008
O primeiro contrato entre a estatal Itaipu e o advogado Luiz Fachin foi celebrado em 2008 no valor de R$ 1,35 milhão.

Trabalho regular
No ano de 2009, o escritório do advogado Fachin ganhou mais R$ 276 mil de Itaipu. Entre 2010 e 2012, foram R$ 696 mil ao ano.

Oposição mais ou menos
Usineiros de Alagoas e Pernambuco estão em Brasília para reunião com o ministro Joaquim Levy (Fazenda), nesta terça-feira (5), arrumada pelo senador Renan Calheiros (PMDB/AL). No Planalto, a pergunta não se cala: afinal, o presidente do Senado é governo ou oposição?

Apagão petista
Tarso Genro (PT) é tão mal avaliado que a filha Luciana Genro (Psol), com 2%, tem mais que o dobro dos seus 0,9% na pesquisa do Instituto Paraná sobre a disputa para a prefeitura de Porto Alegre, em 2018.

A briga é por dinheiro
Sindicalistas da CUT são contra a terceirização porque não querem perder para a Força Sindical a receita da contribuição sindical de 13 milhões de terceirizados. A Força Sindical é a favor.

Negociação empacada
O Itamaraty admite a receita de R$ 200 milhões com vistos, transferida ao Tesouro Nacional, e que a negociação com os americanos empacou em razão de exigências conflitantes com a Constituição e nossas leis.

Pobres doentes
Em vez de admitir as falhas no combate à dengue, como primeiro passo para corrigi-las, o ministro Arthur Chioro (Saúde) prefere atacar a Organização Mundial de Saúde por classificar o quadro de epidêmico.

Procura-se
Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE) não gosta da ideia de exibir cartazes “Procura-se”, para constranger petistas que votarem a favor do arrocho. Acha que a oposição não pode repetir a fórmula policialesca do PT.

Mais essa
Após o chá de cadeira da chefe, o ministro Henrique Alves (Turismo) virou motivo de piada, mais uma vez, em Brasília. Dilma não dá “ok” às nomeações que movem sua vida. Pagou (mico) e não levou.

Alves continua
Antônio Alves foi o primeiro integrante do antigo gabinete a ser confirmado no cargo pelo novo ministro. Alves continua no posto de secretario-executivo do Ministério do Turismo.

Martaxa
Com a filiação da senadora Marta Suplicy, o PSB já pode ser chamado de Partido da Sobretaxa Brasileira.

PODER SEM PUDOR
Bolas dentro
Jânio Quadros certa vez visitava Athiê Jorge Couri, seu companheiro de partido em Santos (SP), e ficou encantado com a casa e a coleção de obras de arte do anfitrião. Não perderia a chance de ironizar, entre gargalhadas:
– Athiê, você jogou pelo Santos, não é mesmo?
– Sim, presidente.
– Diga-me, caro amigo: conseguiu esta casa com as bolas que defendeu ou com as que deixou de chutar?

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