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Professores estaduais fazem vigília nesta quarta-feira por reajuste salarial

Após reafirmarem que não aceitarão a contraproposta do Governo do Estado, que definia um grupo de trabalho envolvendo trabalhadores da área e integrantes da gestão para avaliar a economia estatal, os professores estaduais decidiram que farão uma vigília nesta quarta-feira, 15, em frente ao gabinete do governador Tião Viana. Previsto para começar às 18h, os professores decidiram que irão acender durante o manifesto contra o Governo do Acre.

A contraproposta foi apresentada durante coletiva de imprensa realizada na Secretaria de Estado de Educação (SEE) na última segunda-feira, 13, pelo secretário de Estado de Educação, Marco Brandão. Nascimento diz sequer considerar o grupo de trabalho uma proposta. “Não atende à pauta dos trabalhadores, e a categoria optou por manter a greve”, salienta.



Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, esta seria uma forma de impor uma suspensão da paralisação. “Estão fazendo o máximo para isto. Temos 31 escolas em greve em Rio Branco da rede estadual, das 85 existentes. Isto não perfaz 7%, como foi afirmado durante a coletiva”.

A categoria reivindica reajuste de 25%, antecipação para este ano do pagamento da VDP (verba que funciona como um 14º salário), que estava prevista ara 2016 em acordo coletivo, e a aplicação do piso funcional para os professores e funcionários dos cursos profissionalizantes.

Segundo a presidente do Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino do Estado do Acre (Sinpro-Acre), Alcilene Gurgel, a classe não estaria disposta a esperar pelas negociações até o mês de setembro.

“Não é o sindicato quem decide se aceita ou não a proposta do governo, mas a categoria, e não houve resposta positiva ao que foi ofertado”, informa.

Em relação aos dados apresentados pela SEE, em que foi dito que 89% dos recursos da Educação estariam destinados à folha de pagamento, Gurgel diz que o sindicato dispõe de outros números. “Vale mostrar o que há e o que não há de recursos. Temos de negociar com mais segurança”, finaliza.

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