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Em defesa da Amazônia, acadêmicos de Engenharia Florestal realizam ato público

Ato reuniu cerca de 250 alunos de Engenharia Florestal. (Foto: Odair Leal/ A GAZETA)
Ato reuniu cerca de 250 alunos de Engenharia Florestal. (Foto: Odair Leal/ A GAZETA)

Cerca de 250 alunos de Engenharia Florestal de todo o País e do Peru realizaram um ato público ‘Em Defesa da Amazônia e da Educação’, na tarde desta sexta-feira, 21, percorrendo as principais ruas do Centro de Rio Branco. Os acadêmicos participaram do 45º Congresso Brasileiro de Estudantes de Engenharia Florestal (CBEEF), realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac), durante a semana.

A finalidade da manifestação é expor pautas e debates, entre estudantes e a população, destacando o ato em conjunto com movimentos estudantis, sociais e sindicais. Membro da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF), Keitelen Costa, destaca o principal objetivo da manifestação: a defesa da Amazônia. “Dentro das nossas pautas está a demarcação das terras indígenas, a questão do trabalho escravo, os grandes empreendimentos da Amazônia, que atingem muitos povos tradicionais, camponeses e ribeirinhos”, explicou.



Keitelen destaca o posicionamento dos estudantes com relação à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que garante ao Poder Legislativo o direito de apreciar as demarcações de áreas indígenas, da mesma forma que se aprecia a demarcação de áreas de proteção ambiental ou qualquer projeto de lei. “Nós somos contra essa PEC”, afirmou.

Além disso, os alunos reivindicam o atual cenário de greves na Educação. Eles lutam a favor dessa classe trabalhadora e são contrários aos cortes da Educação. “Não podemos fugir dessa conjuntura, estamos vendo o ajuste fiscal que está acontecendo, que está afetando a educação. Mais de R$ 10 milhões foram cortados da Educação. Nós, enquanto estudantes, não podemos ficar calados. Temos que ir pra rua, lutar e garantir que não aconteça esse corte na Educação”, declarou Keitelen.

Membro da comissão organizadora do 45º CBEEF, Lair Cristina, conta que várias políticas públicas não tem representatividade nas comunidades e povos tradicionais. Além disso, outro objetivo do ato público é chamar atenção para a preservação das florestas, principalmente da floresta Amazônica. “Estamos nas ruas para chamar atenção, mostrar que não acreditamos e que queremos uma representação. Políticas que verdadeiramente protejam e representem essas comunidades e as florestas de todo o Brasil”, disse.

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