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Forças Aéreas do Brasil e Peru realizam treinamento de defesa

Brasil e Peru possuem um acordo de defesa selado. (Foto: Cedida)
Brasil e Peru possuem um acordo de defesa selado. (Foto: Cedida)

O município de Cruzeiro do Sul, no Acre, e Pucallpa, no Peru, sediaram durante esta semana a 5ª edição do Exercício Binacional Perbra (procedimentos específicos de coordenação voltados para a defesa aérea na região). Pilotos e controladores das forças aéreas do Brasil e Peru treinaram juntos procedimentos de interceptação de aeronaves em voos ilícitos simulados entre os dois países.

Segundo o diretor do Exército do Brasil, tenente-coronel Marcela Alvim, o principal objetivo é treinar a transferência dos chamados “tráfegos de interesse”, aeronaves que cruzam a fronteira sem autorização. Ele afirma que se um avião ultrapassa a fronteira sem um plano de voo, o voo é considerado ilícito. “São dois países que têm uma fronteira bastante sensível, onde ocorrem muitos ilícitos transfronteiriços, e têm grande interesse em mitigar esse volume de ilícitos”, explica.



Os dois países têm acordo de defesa, ou seja, caso uma aeronave em voo ilícito estiver no Brasil em rota para o país vizinho, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) alerta as autoridades peruanas. O mesmo procedimento também ocorre no Peru. “Nós temos muitas ocorrências de tráfegos ilícitos na região. Estamos focando nesse setor da nossa fronteira, na tentativa de reduzir no nosso espaço aéreo esses voos”, acrescentou.

O tenente-coronel destaca o objetivo de estreitar as relações entre os dois países, para facilitar a troca de informações. “A fim de aprimorar o controle do espaço aéreo e facilitar a transferência de informações nas regiões de fronteira. Assim, quando algum tráfego cruza a fronteira, devemos informar e ser informados prontamente, visando tomar atitudes no sentido de mitigar o uso do espaço aéreo para ações ilícitas, mantendo assim a soberania nacional”, contou o tenente-coronel.

A comitiva peruana desembarcou na cidade de Cruzeiro do Sul a bordo de um avião de transporte C-27J Spartan. O coronel da Força Aérea do Peru, Américo Gonzales, ressalta a importância da realização do treinamento: “Esse exercício combinado entre as forças aéreas do Brasil e do Peru é muito importante, sobretudo na parte operacional, para que os pilotos troquem experiências e estejam preparados para combaterem ilícitos e, neste caso, para combater o narcotráfico”, afirmou.

Além dos pilotos e controladores de tráfego, também participam do exercício aviões de apoio e helicópteros para casos de busca e salvamento.

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