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Em protesto contra o deputado Marcos Feliciano, ativistas realizaram “Beijaço”

 Ativistas realizaram protesto “Beijaço” em favor dos Direitos Humanos e contra o deputado e pastor Marcos Feliciano. O pastor veio ao Acre para participar do Aviva Rio Branco, evento religioso. Durante a pregação de Feliciano, na Concha Acústica, cerca de 100 manifestantes protestaram contra o deputado com cartazes e gritando palavras de ordem.

Segundo um dos organizadores do protesto, Fernando dos Anjos, o objetivo da manifestação é repudiar a atuação do deputado ao longo de seu mandato. Ele esclareceu que o protesto não é exclusivo da comunidade LGBT. “O deputado vem incitando não só o ódio, como o preconceito, a todo tipo de minoria como negros, índios, mulheres, todas essas pessoas. A ideia é ele saber que aqui no Acre nós não compactuamos com o tipo de política que ele faz”, disse.



Fernando explicou que o protesto não é contra a religião, e que os participantes do manifesto só protestaram durante o discurso do pastor. “No término da fala dele nós nos retiramos do local, para que evento pudesse seguir o programado. Nós não temos nada contra a igreja, nem contra os pastores”, afirmou o membro da organização.

“Ele (Marcos Feliciano), vem dentro da Câmara Federal advogando em causa própria, isso ta errado. Ele foi eleito pelo voto popular. Ele tem que parlamentar em favor daquilo que ele foi eleito. E não usar a câmara como uma extensão da igreja, querendo incitar ódio a tudo àquilo que vai contra o livro que eles utilizam, que é a Bíblia”, desabafou dos Anjos.

Quando questionado porque um protesto intitulado “Beijaço”, Fernando diz que é apenas mais uma forma de protesto pacífico, além de ser costumeiro durante manifestos em favor dos Direitos Humanos. “É uma forma de amor. Às vezes, as pessoas manifestam quebrando as coisas, xingando a outra parte. Nós só estamos demostrando nossa liberdade, que nós temos direitos de amar quem quiser. Não queremos ser oprimidos pela sociedade, de eu não poder beijar meu companheiro em público, de não poder andar de mãos dados com meu parceiro”, concluiu.

 

 

 

 

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