Política local 30/03/2016

“O impeachment é impensável, geraria uma crise institucional. Não tem base jurídica nem política”.
(Michel Temer, há poucos meses no Twitter).

Era esperado
O PMDB desembarcou do governo depois de 13 anos de cumplicidade. Surfou no sucesso do governo Lula,  mas não quis arcar com o ônus do governo Dilma.

Reagindo contra o golpe
Ontem, vários advogados estiveram na Assembleia Legislativa  participando de uma sessão intitulada: “Não vai ter golpe”, em resposta aos da OAB que defendem o impeachment de Dilma.

Mudou o tom
O líder do Governo, deputado Daniel Zen (PT), sempre cordato e amistoso, mudou o tom na tribuna. Chamou Michel Temer de “abutre”, “ave de rapina”.

Se doeu
O deputado do PMDB, Chagas Romão, que vinha se mantendo calado desde o início da crise, se doeu. Segundo ele, para não machucar os companheiros do PT respondeu a Zen no mesmo tom. “Tinha que defender meu partido”, disse à imprensa.

De tudo
Depois do embate, em uma sala anexa ao plenário, o que mais se falava era no casamento desfeito entre PT e PMDB. Lembraram até que Flaviano Melo e Nabor Junior apoiaram Jorge Viana em 1990 contra Edmundo Pinto.

O fim da Lava Jato
Na avaliação de alguns petistas, se Dilma Rousseff cair será o fim da Operação Lava Jato. Para eles, o único objetivo da operação é tirar o PT do poder.

Em nada
Já preveem, inclusive, que os peemedebistas Renan Calheiros (Senado) e Eduardo Cunha (Câmara Federal) sairão impunes. Senão, terão penas brandas.

Será alto
Tudo na vida tem um preço. Muitos dos que estão abandonando o governo Dilma Rousseff se imaginam salvando seus mandatos em 2018. Pode não ser bem assim.

Moderação
A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) cumpre bem seu papel de oposicionista. Erra quando se apresenta como pré-candidata com solução para tudo. “Há quem muito é dado, muito é cobrado”.

Tudo em casa
Os deputados Jamyl Asfury e Heitor Junior, ambos do PDT, estão lançando suas esposas candidatas a vereadoras. Quem for candidato nessa chapa não passará de bucha.

A moda pegou
Mais deputados estaduais querem lançar candidatos familiares nessa eleição. Se os eleitores vão engolir ou não saberemos em outubro.

Meu pirão primeiro
Raimundinho da Saúde (PTN) e Antônio Pedro (DEM) são outros na mesma rota. “Melhor dar para o gato que é de casa do que pro rato que é de fora”.

Precisa saber
O bom prefeito Marcus Alexandre (PT) precisa saber o que partidos aliados andam reclamando nos bastidores. Há incompatibilidade em Gabriel ser o coordenador de campanha e seu irmão, Rodrigo Forneck, candidato a vereador pelo PT.

Paneiro de partidos
A ex-deputada federal Antonia Lúcia vai sim participar com seu paneiro de partidos das eleições municipais. Vai marcar na coluna do meio.

Ganharia mais
Bom para o seu grupo seria apoiar a candidatura de  Eber Machado (PSDC) que já está consolidada e ganhou as ruas. O PR indicaria o vice.

Quebrou
Ao saber que caberá ao PSB e não ao PCdoB indicar o vice de Marcus Alexandre, ex-comunista comentou: “A foice quebrou, o martelo ficou sem cabo”.

Não vai ter
Já um assessor comunista que frequenta as sessões na Assembleia Legislativa dizia que Marcio Batista continua como vice. “Não vai ter golpe”.

No lugar certo
O presidente da Câmara, vereador Artêmio Costa, resolveu atender o chamamento do PSB e vai se filiar ao partido. Como diz seu pai, o seu Ziza: “Quem tem medo de comer não faz pirão”.

Ganha os dois
A ida de Artêmio Costa para o PSB é bom para os dois. Artêmio é conhecido pelo compromisso e lealdade. Decidiu acompanhar Marcus Alexandre.

Vai pro pau
Depois da decisão do PMDB de deixar o governo, o senador Humberto Costa (PT) disse que PMDB e PSDB juntos acabam com programas sociais.

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