Aguçar o discernimento

Nesses dias conturbados em que vive o país, a sociedade precisa aguçar sua capacidade de discernimento para não se deixar levar ou enganar pelo discurso fácil nem para apelos que visam quebrar a ordem institucional e democrática com provocações ou mesmo atos insanos de violência.

Ontem, por exemplo, cerca de 500 juristas dos mais renomados do país, entre magistrados aposentados e professores de Direito, em cerimônia no Palácio do Planalto com a presidente da República, rechaçaram de forma categórica, com argumentos sólidos, o processo de impeachment que está tramitando no Congresso Nacional.

Também fizeram severas críticas ao comportamento de alguns magistrados que, nos últimos dias, agiram de forma arbitrária, ordenando e divulgando “grampos” telefônicos” em que a própria presidente acabou sendo vítima, numa clara afronta à legislação.

Esses mesmos juristas deixaram claro que os atos de corrupção devem ser sim apurados, como, aliás, é desejo de toda a sociedade brasileira. Porém, dentro das normas legais, sem esse show midiático e seletivo que agentes públicos vêm promovendo em conluio com alguns meios de comunicação.

Não se nega que o Governo cometeu erros que precisam ser corrigidos. Mas, a pretexto disso, não se pode admitir a ruptura da ordem constitucional com um “estado policialesco”.

Assuntos desta notícia