DA REDAÇÃO 19/04/16

“Há uma violência no Brasil contra a verdade, contra a democracia”.
 (Presidente Dilma Rousseff)

O golpe na Câmara
Apesar do apelo de segmentos importantes da sociedade, a Câmara Federal com maioria estrondosa de votos aprovou o início do processo de impeachment da presidente Dilma. Tem nome: golpe parlamentar.

A coerência do Cesar
Apesar do PSB ter orientado o voto a favor do impeachment, o deputado Cesar Messias disse não. Cesar criticou duramente Temer, Cunha e Renan.

Aonde chegamos
“Veja aonde o Brasil chegou, senhor presidente: cassa a Dilma e coloca o Temer; cassa o Temer e coloca o Cunha; cassa o Cunha e coloca o Renan”, declarou Cesar Messias.

Chacota internacional
A Câmara dos Deputados virou piada no estrangeiro. Americanos, europeus e até nossos hermanos argentinos, uruguaios e paraguaios.

A dúvida
Eles querem saber por que os deputados na hora de votar contra Dilma votavam a favor de Deus, da mãe, do pai, dos filhos, dos netos e bisnetos.

Levou a cuia
Um parlamentar do Pará se enrolou na bandeira do Estado e com uma cuia de tacacá na mão gritava em nome do povo para votar no sim.

Sofreu constrangimento
O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, teve que passar o constrangimento de ser chamado de gângster e corrupto.

Hostil e corruptos
Jornal americano que cobria a sessão disse que a presidente Dilma Rousseff enfrentava um legislativo hostil, cuja maioria dos deputados está envolvida em corrupção.

De jatinhos
Alguns deputados federais para votar contra a presidente Dilma chegaram a Brasília de jatinhos cedidos por empresários.

Verso e prosa
O senador Gladson Cameli (PP) anunciava aos amigos ontem que poderá ser o presidente ou relator da comissão que vai avaliar a admissibilidade do impeachment no Senado.

Se expor de graça
Confirmado a indicação de Gladson na presidência da comissão, ele entra de graça numa exposição pública desnecessária. É um dos nomes do PP investigado na Operação Lava Jato.

Não é a Câmara
Gladson Cameli já foi deputado federal e sabe que o Senado não é a Câmara. A imprensa vai esmiuçar a vida de todos os senadores.

Está com sede
A ex-ministra Marina Silva, porta-voz da REDE, está com sede. Com o resultado da Câmara a favor do impeachment já pede também a cabeça de Michel Temer.

Tem razão
Marina Silva tem toda razão quando argumenta que Michel Temer e o PMDB são responsáveis direto pela crise econômica aguda em que estamos metidos.

No TSE
A cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, para Marina Silva, seria o mais correto. Novas eleições presidenciais ainda este ano.

Jeito de administrar
A deputada Rachel Muniz (PSD) votou contra a presidente Dilma citando o marido, o prefeito Ruy Muniz (PSB) como exemplo de que, “o Brasil tem jeito”. Hoje pela manhã Ruy foi preso pela PF acusado de corrupção.

Da para perceber
Ruy Muniz, que é prefeito de Montes Claros, Minas Gerais, é filiado ao PSB. A mulher, Rachel, no PSD. Já se vê que o casal não é boa bisca.

Continuidade
As propostas que os tucanos estão fazendo ao Michel Temer para apoiar um futuro governo é exatamente o que o ex-presidente Lula fez e a presidente Dilma está tentando fazer e Eduardo Cunha não deixa com as pautas bombas.

Pediu desculpas
Alguns deputados que tinham se comprometido em votar a favor de Dilma pediram desculpas ao vivo e a cores e votaram contra. Traição generalizada.

Não pode confiar
O general Goubery do Couto e Silva, arquiteto da abertura política da ditadura militar, em suas memórias dizia que não se deve confiar na palavra de um político.

O acórdão

O deputado federal Leo de Brito (PT) confirmava a informação de que houve um grande acordo entre deputados de oposição para salvar Eduardo Cunha da cassação.

 

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