Política nacional 05/04/2016

“Não existe só malandro no partido”.
Pedro Tobias, presidente do PSDB/SP, sobre a saída de um terço dos prefeitos do PT.

Dilma só conta com 10 dos 68 votos do PMDB
O Palácio do Planalto mapeou os votos favoráveis ao impeachment na bancada do PMDB. Pelos cálculos tabulados pela própria presidente Dilma Rousseff, na projeção mais otimista, ao menos 58 dos 68 deputados federais do PMDB tendem a votar favoravelmente ao impeachment. Ela ainda mantém a esperança de contar com os votos de dez deputados do partido do vice-presidente Michel Temer.

Mapeando os aliados
Dilma conta nos dedos os seus apoiantes, como os ministros indicados pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani, que só têm os próprios votos.

Governistas divididos
A situação de Dilma é delicada. No governista PP, quase metade da bancada, ou 22 dos 49 deputados, manifesta opção pelo impeachment.

Posição unânime
No PRB, outro partido que era aliado de Dilma até há dez dias, os 21 deputados federais tendem a votar em favor da destituição de Dilma.

Na ponta do lápis
Hoje, 261 dos 513 deputados garantem que votam a favor da abertura do impeachment, enquanto 117 que se dizem contrários.

Petrobras ameaça outro mau negócio na Argentina
Enrolada na maior crise da História, a Petrobras está prestes a fazer mais um negócio esquisito: a venda a preço de banana dos ativos que restaram na Argentina. Fechou negociação exclusiva com a Pampa Energia para vender, no mesmo pacote, 30 blocos exploratórios, uma refinaria, quase 300 postos de gasolina e participações em térmica, hidrelétrica e petroquímicas. Tudo por US$ 1,2 bilhão, o exato valor (superfaturado) que pagou só pela refinaria de Pasadena (EUA).

Impaciência
Analistas de mercado dizem que a Petrobras deveria vender os ativos na Argentina em seis meses, porque a expectativa é de valorização.

Outro mau negócio
Este será o segundo mau negócio da Petrobras na Argentina: em 2010, vendeu por U$ 110 milhões, uma refinaria e mais de 360 postos.

Sonegação
Dono de cassino, Cristóbal Lopes, hoje em declínio, foi o comprador da refinaria e dos 360 postos. Teria usado dinheiro sonegado de impostos.

Presidente tarja preta
Ao revelar em sua edição que está nas bancas que a presidente Dilma está fora da casinha e até toma remédio tarja preta, a revista IstoÉ deu força a governistas e oposicionistas que defendem parlamentarismo já.

Dona Maria moderna
Na Câmara, nesta segunda, tinha deputado parlamentarista, que gosta de História, chamando a presidente Dilma de “Rainha Dona Maria”, numa referência à mãe de Dom João VI, a Tresloucada da Silva Xavier.

Desvio de função
A Lei da Advocacia Geral da União (AGU) não prevê a defesa do presidente da República. Segundo o texto, a AGU tem como função defender a União. Crimes só podem ser cometidos por pessoas.

A mentira dos ‘juristas’ do PT
Citado entre “juristas” de Dilma contra o impeachment, o reverenciado constitucionalista Paulo Bonavides ficou sabendo da mentira pelos jornais. Naquele dia 22, ele estava em São João do Sabugi, alto sertão potiguar. E lembra que o impeachment consta da Constituição.

Tostão furado
O ex-presidente Lula não concorda com o esforço do Planalto para manter Kátia Abreu no Ministério da Agricultura. Diz que ela não garante nem o voto do filho, o deputado Irajá Abreu (PSD/TO).

Homenagem no TSE
Único a presidir o Tribunal Superior Eleitoral por três vezes, o ministro Marco Aurélio será condecorado nesta terça-feira (5) pelo presidente da corte, ministro Dias Toffoli, e terá foto na galeria de ex-presidentes.

Rompimento incerto
O deputado Jerônimo Goergen (PP/RS) entrará na Justiça, nesta terça, para garantir a convenção do PP que definirá o rompimento do partido antes da votação do impeachment no plenário da Câmara.

Fim do atestado
O ministro Gilberto Occhi (Integração Nacional), indicado pelo PP, já se prepara para deixar o cargo. O governo pretendia dispensá-lo há tempos. O ministro ocupará um cargo na Caixa Econômica Federal.

Pergunta na Câmara
Advogado Geral da União pode ser acusado por quebra de decoro, no caso de contar lorotas na comissão do impeachment?

PODER SEM PUDOR
Sincericídio malufista
Paulo Maluf deixava o governo paulista, em 1982, e tentava emplacar Reynaldo de Barros à sua sucessão, levando-o às inaugurações de obras. Numa delas, na periferia, foi abordado por um morador que se queixava da vida, da sorte e, sobretudo, de sua casinha localizada perigosamente à beira de um barranco. Maluf achou encanto na tragédia pessoal do cidadão:
– Veja que linda vista o senhor tem! E perto do novo cartão postal da cidade!
Chamou Reynaldo, que estava a alguns metros, para ganhar aquele voto. Mas o candidato de Maluf observou, com estonteante sinceridade:
– É, realmente o senhor mora num lugarzinho bem ruim…
Maluf jamais o perdoou.

Assuntos desta notícia