Política Nacional 07/03/2017

“Faça concurso para juiz e assuma a condução da audiência”

Juiz Sergio Moro enquadrando José Roberto Batochio, advogado de Antonio Palocci

Suplente levou R$80 mil por 6 dias de mandato
Wirlande da Luz, suplente de Romero Jucá (PMDB-RR), virou senador quando o titular foi nomeado ministro do Planejamento de Temer, mas ficou na vaga por só 4 dias úteis, entre 17 e 23 de maio. O senador por 6 dias Wirlande da Luz só participou de uma sessão do Senado e não apresentou um único projeto, mas embolsou R$67.526 de “ajuda por início e fim do mandato”, além de R$11.662 da cota parlamentar.

Relâmpago e o trovão
Wirlande foi tão senador quanto Jucá foi ministro. O mandato foi entre o relâmpago do impeachment e o trovão da delação de Sérgio Machado.

Bolso cheio
Virginio de Carvalho foi outro a faturar no Senado. Em dois meses de mandato, recebeu R$220 mil entre salários, ajuda de custo e “cotão”.

Escritório de apoio?
Se Wirlande não teve tempo de montar o gabinete, Carvalho contratou 14 servidores em Brasília e montou escritório de apoio com outros 19.

Na nossa conta
Os 21 suplentes que exerceram mandato, receberam mais de R$1,4 milhão só de ajuda de custo, fora salários, auxílios e cota parlamentar.

Há 92 obras de presídios paradas no Brasil
Anunciada em 2013 pelo governo Dilma, a obra da 5ª penitenciária federal no complexo da Papuda, em Brasília, ainda não foi concluída, a exemplo de outras 91 obras de presídios em todo o País – segundo dados do Ministério da Transparência. No caso da Papuda, faliu a construtora. Retomada nove meses depois, a construção do presídio está devagar, quase parando: só 65% dos projetos estão concluídos.

Vagas à espera
As 92 obras de presídios, que geram 42,5 mil novas vagas, estão atrasadas ou paralisadas por ordem do TCU ou por iniciativa do MPF.

Atrasou, encareceu
A conclusão da obra da penitenciária de segurança máxima na Papuda está prevista para outubro, e saltou de R$ 34 para R$ 39 milhões.

Bloqueadores, não
O presídio terá aparelhos de raio-x, coleta digital e detectores de metal de sensibilidade. Não se fala em instalar bloqueadores de celulares.

Militares com Serraglio
A equipe do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, provoca reações. Policiais criticam pela escolha de militar, o contra-almirante Alexandre Mota, como secretário interino de Segurança Pública. Desde 1989, os governos evitam militares no comando de órgãos de segurança pública.

Explicações
Serraglio terá de explicar-se ao partido, o PMDB, que ganhou, mas não levou o Ministério da Justiça: os principais cargos continuarão entregues a tucanos nomeados pelo ex-ministro Alexandre de Moraes.

Pegou mal
Segue a estratégia petista de tentar desqualificar o juiz Sérgio Moro. Até José Roberto Batochio, experiente defensor do ex-ministro Antonio Palocci, tentou tirar Moro do sério. Não conseguiu. Ficou mal para ele.

Dez medidas urgentes
O senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) pedirá nesta terça urgência do projeto que resgata o texto original das Dez Medidas Contra a Corrupção, de autoria do MPF. Para ele, “o projeto foi desvirtuado”.

Primeiro aqui
Leitores do portal Diário do Poder souberam na quinta o que jornalões só descobriram nesta segunda: ex-líder na Câmara, o deputado André Moura (PSC-SE) assumiu a Liderança do Governo no Congresso.

Crachá no peito
O repórter Victor Boyadjian deu o “furo” sábado (4), no Jornal da Band, da prisão de assaltantes de condomínios de alto padrão em São Paulo, Rio e Brasília. Mas não contou com o delegado da Polícia Civil do DF, que alegou “acordo de exclusividade com a Globo”. Deve ser feliz portador de um crachá do Bozó, popular personagem de Chico Anysio.

Chovendo no molhado
A Constituição manda que nenhum servidor pode receber, a qualquer título, remuneração superior ao teto. Mas o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, promete alterar a Lei Orgânica para que a Constituição seja respeitada pelos marajás de estatais como Caesb e Metrô-DF.

Fora da escola
Segundo senador Pedro Chaves (PSC-MS), há cerca de 1,7 milhão de jovens entre 15 e 17 anos no Brasil fora da escola, mas deveriam estar cursando o ensino médio. Para o senador, a educação “é essencial”.

Pensando bem…
…tem brasileiros aos montes na Odebrecht, mas “Italiano” só tem um.

PODER SEM PUDOR
Um político generoso
Deputado pelo Rio Grande do Norte, Djalma Marinho era reverenciado pelos colegas, mas, nos anos 80, foi derrotado na disputa para presidir a Câmara. Ele já tinha a idade avançada e a saúde debilitada, por isso os amigos José Sarney e Prisco Viana o visitaram preocupados.
– Estamos aqui para pedir você não guardar ressentimentos – disse Sarney.
– Vocês não me conhecem – respondeu ele, com largo sorriso – Em toda a vida eu não consegui guardar dinheiro, como vou guardar ressentimentos?
Ele morreria logo depois. Sem ressentimentos.
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Com André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos
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