Política Nacional 15/03/2017

“Não se fecha questão sobre aquilo que não existe”

Senador Cássio Cunha Lima sobre a posição do PSDB em relação à anistia ao caixa 2

Lista de Janot apresenta os suspeitos de sempre
Não durou sequer meia hora o “sigilo” da “lista de Janot”: os nomes começaram a vazar tão logo os 320 pedidos de inquérito foram enviados pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal. Os políticos são os “suspeitos de sempre”, já citados em outras delações, como os ex-presidentes Lula e Dilma e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral).

Petistas ilustres
Dois ex-ministros da Fazenda da era PT, Antonio Palocci e Guido Mantega, também já investigados em outros casos, estão na lista.

Tucanos ilustres
Também estão nessa nova “lista de Janot” tucanos ilustres, como os senadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e Aloysio Nunes (SP).

Já citados
Estão na “nova lista” os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), do Senado. Ambos já citados.

Lista aumentou
Há dois anos, em março de 2015, Janot pediu ao STF 27 inquéritos para investigar cerca de 50 políticos. Até agora, apenas 5 viraram réus.

Renan Filho lidera disputa pelo governo em 2018
Levantamento do Paraná Pesquisas a pedido do portal Diário do Poder mostra que será acirrada a disputa pelo governo de Alagoas. O governador Renan Filho (PMDB) lidera com 31,7% das intenções de voto, mas Rui Palmeira (PSDB), prefeito de Maceió, está apenas a 5,6 pontos percentuais de diferença, com 26,1%. Fernando Collor (PTC), mesmo sem se apresentar como candidato, aparece com 14,4%. A rejeição a Renan Filho (27,5%) é maior que a de Rui Palmeira (20,1%).

Líder de rejeição
Benedito de Lira (PP) tem 8,1% dos votos para governador de Alagoas, mas 42,6% o rejeitam. Paulão (PT) tem 5,3% e rejeição de 38,5%.

Cenário
Em um cenários sem a candidatura de Collor, Renan aparece com 36,5%, Rui com 29,5%, Benedito de Lira 10,5% e Paulão 5,7%.

Segundo turno
Em possível segundo turno, o atual governador Renan Filho teria hoje 45,1%, contra 37,8% de Rui Palmeira.

Vai demorar
Devem levar até 5 dias para serem catalogados e distribuídos ao ministro-relator Edson Fachin os documentos contidos nas onze caixas enviadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo.

É preciso esperar
O pacote mais recente da PGR, em 6 de março de 2015, pediu a abertura de 27 inquéritos contra políticos da Lava Jato. Mas o acúmulo de trabalho só permitiu que apenas cinco casos virassem ações penais.

Os intocáveis
Os pedidos da PGR sobre delações da Odebrecht foram encaminhados para uma sala-cofre no edifício sede do Supremo. Apenas um punhado de funcionários de confiança tem autorização para acessar essa sala.

Comitê da fantasia
Um “comitê pela libertação” do ex-almirante Othon Pinheiro da Silva, ex-Eletronuclear, atribui à “espionagem” dos EUA sua condenação a 43 anos por corrupção, lavagem, evasão e organização criminosa. Nem se dá ao trabalho de responder às provas e aos testemunhos da safadeza.

Mortes no Brasil
Resultados preliminares do Ministério da Saúde confirmam que em 2015 morreram 1.260.565 pessoas em todo o Brasil. Homicídios foram responsáveis por mais de 59 mil mortes.

OAB contra a reforma
A OAB entregou aos deputados Carlos Marun, relator da reforma da Previdência na Câmara, e ao presidente Rodrigo Maia, carta aberta contra o projeto. Ao todo, 170 entidades subscrevem o documento.

Há mais de 20 anos
O ex-senador Ronan Tito de Almeida (PMDB-MG), que foi senador entre 1987 e 1995, é um dos beneficiados pela aposentadoria de senador há mais de 20 anos. Recebe cerca de R$ 18 mil por mês.

Matemática digital
Apesar de levar quase dois anos para distribuir apenas 1 milhão de kits de TV Digital (antena e conversor de sinal), o governo não parece preocupado com a meta de entregar mais 13 milhões até 2018.

Tsunami
Se cada um dos 83 inquéritos solicitados ao Supremo envolver dois ou três suspeitos, teremos mais de 240 parlamentares investigados.

PODER SEM PUDOR
Derrubado no tapume
Lula não apanha só da língua portuguesa. Certa vez, quando era presidente recebeu o judoca e hoje deputado João Derly – nosso primeiro campeão mundial e outros atletas. Lula pilheriou ao ganhar um quimono (dogui) e a faixa preta (obi), a maior graduação no esporte:
– Estou pronto para a luta, vamos para o tapume!
Ganhar faixa sem luta e chamar tatame de tapume, além de gafe, pareciam coisas de “golpe da direita”, brincaram os aletas.

Com André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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