Coluna Golaço – 12/11/2017

Órfãos
Já imaginou a Fórmula 1 sem piloto brasileiro no grid? Pois bem, esse momento lamentável e, ao mesmo tempo, angustiante já possui data e local para ocorrer: 25 de março de 2018, no Grande Prêmio da Austrália. A próxima temporada será a primeira, desde 1970 (estreia de Emerson Fittipaldi), sem pilotos tupiniquins disputando a principal categoria do automobilismo mundial. Quem diria, uma potência do esporte com oito títulos, sendo dois de Emerson Fittipaldi, três de Nelson Piquet e três de Ayrton Senna, pudesse se prestar ao papel de renegado após mais de 40 anos de história.
É certo que a situação que se avizinha já era prevista por especialistas e também pelos amantes da velocidade. Ora, como se desenvolver de maneira austera tendo que conviver com a falta de estrutura, investimento, gestão e, consequentemente, com o abandono da categoria de base. Não rola né, leitor. O futuro do automobilismo brasileiro é sombrio e, assim como em outros esportes, vai depender mais uma vez da superação de seus atletas, no caso pilotos. O Grande Prêmio do Brasil, neste domingo, 12, às 11h*, em Interlagos, será a penúltima oportunidade de ver a bandeira do Brasil no grid; depois de Abu Dhabi, dia 25, estaremos órfãos.

Brasileirão
Clássicos nacionais movimentam a sequência da 34ª rodada do Brasileirão, neste domingo, 12. Na volta ao São Januário, às 14h*, o Vasco (8º) enfrenta o São Paulo (11º) nutrido pela iminência de vaga no G-7. Resta saber se Zé Ricardo manterá seu gosto por empate nas horas que necessita dos três pontos. O Tricolor paulista se desvencilhou do risco de rebaixamento e já pensa em voos mais altos (Libertadores), porém, para alçá-los, precisa despachar o rival direto. Martín Silva (Vasco) e Cueva (São Paulo), ambos convocados por suas respectivas seleções, são as principais ausências. Do outro lado da Via Dutra, no Allianz Parque, no mesmo horário, o Palmeiras (4º) quer jogar para longe toda e qualquer possibilidade de ficar fora do G-4 vencendo o duelo com o Flamengo (7º). A boa notícia para o alviverde é que o Mengão não tem sido um visitante ameaçador. No Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, também às 14h*, o Grêmio encara o Vitória (16º) com intuito de manter-se na caça ao líder Corinthians. O rubro-negro baiano sonha com o improvável para não retornar ao Z-4. Improvável por ser no Sul, porque nos jogos fora de casa o Vitória não tem sido uma presa fácil. No estádio Olímpico de Goiânia, ainda às 14h*, Atlético Goianiense (20º) e Sport (17º) brigam pela sobrevivência na Série A. Na verdade, esse objetivo só pode ser alcançado pelo Leão pernambucano, visto que o Dragão do Cerrado já sabe que seu futuro é a Série B.
O Bahia (9º) tenta diante do Atlético Mineiro (10º), na Fonte Nova, em Salvador, às 15h*, manter a boa sequência sob o comando de Carpegiani (quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota) para acabar com qualquer possibilidade de rebaixamento. O Galo também pensa o mesmo, mas encontra dificuldade nos jogos longe de Minas Gerais. Nos embalos das 16h*, o Cruzeiro não tem nenhuma obrigação contra o Fluminense, afinal, a Raposa mineira já conseguiu o que queria na temporada: a vaga na Libertadores. O Fluminense não aproveitou o mando de campo na rodada passada (empate 2×2 com o Coritiba) e segue ameaçado pela zona da degola. A torcida tricolor espera que a equipe deixe a sonolência de lado e resgate as características de “time de guerreiros”. Respirar fora da zona de rebaixamento é o foco principal tanto para o Coritiba (15º) como para a Ponte Preta (18º), que jogam no Couto Pereira. O Coxa quer chegar mais próximo dos 45 pontos, soma na qual os matemáticos acreditam ser o livramento da queda para a Série B. A Macaca, por outro lado, quer abocanhar a vitória para não se afastar dos rivais que estão acima, entre eles o adversário deste domingo. O confronto Chapecoense (14º) e Santos (3º) fecha a rodada na segunda-feira, 13, às 17h*, na Arena Condá. A chape é uma das equipes que estão no grupo de fugitivos do Z-4, muito por causa dos três empates seguidos, e precisa utilizar o fator campo para se livrar desse incômodo. O Peixe ainda possui resquícios de esperança no título, porém, a performance das últimas pelejas enterra qualquer tipo de recuperação. A pressão só não é maior porque a vaga na Libertadores 2018 está próxima dos 100%.
Ótimo domingo!

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