Com novas regras, Fies ofertará 100 mil vagas a juros zero em 2018

Após meses de discussão, o projeto do novo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi aprovado pelo Senado na quarta-feira, 8. Ao todo, foram 49 votos a favor e 18 contra. O texto segue para sanção presidencial e, em seguida, é transformado em lei.

Entre as principais mudanças, estão a oferta de vagas a juro zero e a flexibilização no prazo de carência. As novas regras passam a valer a partir do próximo ano para os contratos fechado já no primeiro semestre.

O novo Fies será dividido em três faixas, gerando 310 mil vagas em todo o Brasil. Na primeira, será oferecido 100 mil vagas com zero de juros, sendo financiados pela União, para alunos com renda per capita de até três salários mínimos. Hoje, a taxa de juros é de 6,5% ao ano.

Já os outros dois tipos de modalidades serão destinadas a estudantes com renda per capita mensal de até cinco salários mínimos, sendo financiados por fundos regionais e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) respectivamente.

Outra novidade é que o aluno deve começar a pagar as parcelas do financiamento assim que se formar. Antes, o aluno tinha até 18 meses para começar a pagar. Quem possui parcela vencida até 30 de abril de 2017, poderá negociar o pagamento de 20% em cinco parcelas e dividir o restante do valor em até 175 vezes.

O aluno também terá a opção de ter as parcelas descontadas diretamente da folha de pagamento. Neste caso, o valor pode corresponder a, no máximo, 20% de sua renda mensal.

As mudanças também se estendem as faculdades, que terão que aderir ao fundo mantenedor do Fies. Isto é, caso haja evasão ou inadimplência, a instituição de ensino deve arcara com 13% e 25% do valor dos cursos.

Em Rio Branco, as novidades agradaram a maioria das pessoas que pretendem financiar um curso superior em 2018. É o caso da autônoma Juliana Costa, 28 anos, que pretende cursar administração. “Ninguém ainda sabe como vai funcionar ao certo, mas vou tentar uma vaga a zero juros”.

A acadêmica de odontologia Vanessa Oliveira, 25 anos, viu nas novas regras a oportunidade de negociar o débito acumulado este ano. “Com certeza é algo para comemorar. Acredito que essa possibilidade de parcelar a dívida vai ajudar muitos alunos, inclusive eu”.

 

 

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