Pagamento do 13º deve injetar mais de R$ 500 milhões na economia local

BRUNA MELLO

O ano de 2017 foi delicado para a economia brasileira, que ainda sofre com a crise econômica. Porém, o comércio local deve aquecer com pagamento do 13º salário, que vai injetar aproximadamente R$ 511.298.348 na economia local, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômico (Dieese).
Até o final do ano, mais de 230 mil pessoas devem receber o salário extra no Acre. Do total, cerca de 130 mil são servidores do mercado formal e mais de 97 mil aposentados e pensionistas. De acordo com o Dieese, o valor médio da remuneração é de R$ 1.982,45.
Os servidores estaduais vão receber o 13º salário no dia 22 de dezembro, três dias antes do Natal, segundo o portal de informações do Governo do Estado. A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Assessoria de Comunicação, não informou a data de pagamento dos servidores municipais.
Para o assessor da presidência para assuntos econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio/Ac), Alex Barros, o pagamento do salário extra deve apresentar uma melhoria econômica após longo período de inflação.
“As famílias voltaram a consumir, já que houve uma queda na inflação. Verificamos também que houve uma diminuição no endividamento e, por último, confirmamos a manutenção da inadimplência. Isso significa que as famílias estão conseguindo pagar suas contas e, com isso, devem gastar um pouco mais”.
Ainda de acordo com Barros, desde maio se observa sinais de melhorias na economia. “Começamos a melhorar no quinto mês de 2017, no que diz respeito ao âmbito econômico. Esperamos melhorias maiores a partir de agora”.
No Brasil, deverão ser injetados na economia nacional mais de R$ 200 bilhões, com o pagamento do 13º salário.

Comércio aquecido
Proprietários de lojas físicas e online estão animados e esperançosos com o pagamento do 13º salário. O empresário Rogério Holanda, 33 anos, proprietário de uma loja de presentes e artigos de decoração, conta que preparou um estoque de produtos para suprir a demanda de final de ano.
“As expectativas para essa data são sempre boas, mesmo sabendo de todas as dificuldades que o país e o trabalhador estão enfrentando. Isso é sentido a cada mês, com o aumento de produtos para reposição de estoque devido a altos impostos, que chegam praticamente a 45% a mais do valor do produto em nosso Estado”.

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