Bestene volta a falar de Saúde Pública e sugere descentralização dos serviços

O deputado José Bestene (PP) voltou a falar de Saúde nesta quinta-feira, 15. Ele destacou três medidas que podem ser adotadas pela secretária de Estado de Saúde, Mônica Machado. Bestene, que já foi secretário de Saúde, disse que é necessário, primeiro, humanizar o atendimento, começando pela gestão.

Mônica Machado tem sido alvo de críticas por parte de servidores da Sesacre e parlamentares, por adotar uma linha dura. Dizem nos corredores de prédios da pasta que ela sequer responde a um “bom dia” dado pelos servidores que a cercam. Isso estaria prejudicando a relação dela com os demais diretores das unidades. Nesse sentido, o deputado José Bestene sugeriu a devida interação com os servidores.

“A Saúde tem que ser humanizada. Primeiro, ter uma interação com os profissionais para que eles possam humanizar ainda mais o atendimento com aqueles que procuram atendimento. Acho que é preciso ter uma interação da Sesacre com a Fundação, com a Regulação, com o Samu e com as UPAs, e quem ganharia com isso é a população”, disse Bestene.

A segunda medida elencada pelo deputado progressista passa pela valorização dos funcionários de todas as unidades. Ele pontua que é necessário garantir ao profissional os meios para ele executar bem suas atribuições dentro do sistema e isso passa, também, pela valorização salarial e condições de trabalho.

“Acho que a segunda é a valorização de quem está diante das unidades hospitalares. É fundamental a valorização de todos os profissionais. Você sabe que a Saúde é multidisciplinar. Ali está inserido o enfermeiro, o ajudante, o odontólogo, o bioquímico, o farmacêutico. Acho que a valorização fará o sistema voltar a funcionar”, pontua.

Em uma terceira sugestão de Bestene, talvez a mais ácida de todas, é descentralizar o sistema de Saúde, facilitando a vida para quem mora no interior do Estado. Uma maior autonomia na tomada de decisões permitiria mais agilidade no serviço e um melhor atendimento ao público, que não dependeria de Rio Branco para comprar, por exemplo, uma simples lâmpada ou realizar pequenos reparos.

“A terceira e última é a descentralização. Eu percebo que está muito concentrado na Capital e a gente percebe que há uma cobrança muito grande, principalmente quem mora no interior do Estado. Então, a descentralização é fundamental para que o sistema volte a funcionar normalmente”, ressalta o deputado.

Assuntos desta notícia