Alan Rick sai em defesa de médicos e sugere que revalida seja feito duas vezes ao ano

A discussão em torno da contratação de médicos brasileiros formados no exterior pautou mais uma vez o debate na comissão mista no Senado, que discute a Medida Provisória nº 890/2019. A medida cria o “Programa Mais Médicos Pelo Brasil”. Nesse sentido, o deputado federal, Alan Rick (DEM/AC) esteve participando das discussões e disse ser razoavelmente possível a contratação desses profissionais pelo Programa.

Ele argumenta que os médicos formados em países como a Argentina, Bolívia, Paraguai e, até mesmo Cuba, serão submetidos a uma prova técnica-científica, o que faz com que estes tenham os seus conhecimentos avaliados.

“Eles não vão entrar de qualquer maneira. Serão avaliados por uma prova. Nós entendemos que a melhor maneira de se avaliar o conteúdo médico é a prova, porque aí você cria um parâmetro. Não é a idade, não é tempo de formação, é prova. Vamos contratar esses médicos. Eles já provaram seu valor. Não vamos criar aqui um cavalo de batalha do puro corporativismo. Não é isso que o Brasil quer. Tem que se acabar com o preconceito em relação ao médico formado no exterior”, completa Alan Rick.

O parlamentar do Democratas acrescentou, ainda, que desde 2017 não se tem o processo de “revalida”, para o reconhecimento de diplomas obtidos no exterior, o que tem prejudicado os estudantes brasileiros.

“Não queremos ilegalidade. Queremos que eles façam o revalida sim, mas não tem prova, gente! Como eles vão poder atuar? Não tem revalida, não tem  prova”, salienta Alan Rick, ao mencionar que sugere que o exame aconteça 2 vezes ao ano, reduzindo o tempo de espera e permitido que mais acadêmicos formados no exterior possam ter o diploma reconhecido em solo brasileiro.

 

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