Coluna Da Redação – 27/01/2020

O primeiro voo

O senador Marcio Bittar está ansioso, contando as horas para chegar dia 10 e 11 de fevereiro. É que essa deve ser a data em que se cogita fazer o voo inaugural da cidade de Cruzeiro do Sul para Pucallpa, no Peru. Toda a bancada federal participou na articulação política para que esse voo direto Acre-Peru saísse do papel, mas Bittar sempre foi um dos mais empenhados. Ele sempre acreditou ser viável e foi persistente ao integrar os colegas parlamentares no objetivo.

Tem que dar certo!

Sair do papel é o primeiro passo deste que é um sonho antigo de muitos acreanos. Ter esse voo direto é um anseio quase tão forte quanto o de ter uma ponte ao invés de balsa na via terrestre do Acre com Rondônia. Agora é esperar para ver acontecer e torcer pra dar certo, para que os acreanos abracem essa oportunidade de integração e viabilizem de vez essa ponte aérea com o Peru. Caso contrário, nos será como uma grande frustração. Uma mácula doída!

Trágico!

Falando em ponte do Madeira, foi muito trágico esse acidente que aconteceu na saída da balsa sobre o Rio Abunã, envolvendo mãe e filha. Um ônibus teria passado por cima da mãe, que morreu na hora do acidente. A filha, uma adolescente de 14 anos, ficou gravemente ferida, com fraturas na região da bacia. As informações sobre as causas do acidente são imprecisas. Esse tipo de incidente merece uma sólida investigação, para que não torne a acontecer.

E a estrada…

Outro projeto de integração Acre –Peru é a estrada que ligará Cruzeiro do Sul a Pucallpa, no Peru. No entanto, a iniciativa já gera polêmcias, e de cunho ambiental, o que é mais grave. Para a rodovia sair do papel, está em tramitação um projeto de lei da deputada Mara Rocha para transformar o Parque Nacional Serra do Divisor em uma Area de Proteção Ambiental (APA). A reclassificação é uma forma de executar as obras da estrada em linha reta pelo local.

Ponto de equilíbrio

De um lado, a estrada seria um grande ganho. Outra via de ligação terrestre, até mais curta, entre o Acre o Peru. Mas, do outro, especialistas apontam que a Serra do Divisor é a área mais rica em biodiversidade da Amazônia. Fazê-la perder o status de Parque Nacional para se tornar uma APA faria perder o sentido de preservação do espaço. Não precisa ser especialista para ver que os dois lados tem seu fundo de razão. Basta achar um ponto de equilíbrio nas 2 visões.

Comentário insólito

Eis que está lá o governador Gladson Cameli (Progressistas) feliz da vida em sua viagem à Shot Show, feira de armas em Las Vegas/EUA, postando em suas redes sociais, quando chega um comentário do Sindicato dos Policiais do Acre (Sinpol) daqueles pesados. Um deslike forte, e com direito a textão e tudo mais!

Têm de ser apuradas

Não que redes sociais seja o local apropriado para se lavar roupa suja, mas as queixas feitas pelo Sinpol são preocupantes. Não devem ser ignoradas. O sindicato aponta que as delegacias acreanas estão sem regularidade no serviço de internet, e acusa falta de efetivos, enquanto segue a demora para chamar os aprovados no último concurso da PC. Mais grave é o tom de rivalidade nas insinuações de que os investimentos em aparato de segurança a maior parte vão para a Polícia Militar. O Sinpol se queixa que a Civil está sendo deixada de lado!

Péssima hora

Não é segredo para ninguém que o Acre atravessa uma grave crise de insegurança. A sensação que se tem é que grupos criminosos organizados é que ditam o ritmo de mortes e demais crimes no Estado, não mais os órgãos de segurança. No momento em que mais é preciso virar o jogo, escancaram-se rixas antigas entre polícias, notas de divergências entre os discursos dos poderes Judiciário e Executivo. A crise parece acentuar as diferenças entre instituições.

Chama na chincha!

Acredito que já passou da hora de o governador se fincar de vez em solo acreano, botar seu colete à prova de balas e começar a mandar recados mais linhas duras contra o crime. Mostrar para a população que está conosco, entre nós, vivendo esses dias de insegurança também, batendo na mesa e dizendo “já chega!”. É essa a resposta contra tantos crimes que se espera dele. Chega de viagens, chega de delegar.

Remendar os cacos

Outra árdua missão que o governador terá pela frente é apaziguar todos esses ânimos exaltados. Desunidos, descoordenados, todos os órgãos e instituições tornam o braço do Estado mais fraco. Não dá para ficar assim. Vai requerer muita habilidade e capacidade de articulação para concretizar o tão falado discurso da união entre os poderes.

Nada mudou

A eleição de Bolsonaro e seus aliados nos Estados prometia ser a maior valorização da história de militares, policiais e demais agentes da Segurança Pública, além de um marco na luta contra a corrupção e o crime organizado. Mas o que se vê é que o tempo está passando e…  nada. Continua tudo na mesma. Manifestações do descontentamento das mais diversas áreas policiais são constantes. Civis, penais, militares. Parece que ninguém está satisfeito.

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