Coluna Da Redação – 30/01/2020

Lenha para a fogueira

Novos dados do Imazon sobre o crescimento quase que em dobro de áreas desmatadas no Acre armaram o ringue para um novo embate político sobre políticas ambientais e de preservação. Além disso, ainda está entalado nos noticiários o Projeto de Lei de Mara Rocha (PSDB) e Marcio Bittar (MDB) para “rebaixar” a Serra do Divisor de Parque Nacional para APA e reduzir áreas da Reserva Extrativista Chico Mendes.

Conflito de ideias

De um lado, a situação argumenta que foram 20 anos de PT, do chamado “Governo da Floresta”, e o Estado só ficou mais miserável. Do outro, a oposição alega que em um ano de gestão as queimadas no Estado saíram de controle e o incentivo à Agroindústria, além de não ter sido bem sucedido, ainda abriu margem para práticas depredatórias.

E na prática?

Independentemente de quem está certo, ou quem tem mais ou menos razão, fato é que os números não mentem. Os desmates cresceram, as queimadas foram numerosas na última estiagem, até o clima está mudado [não lembro de um janeiro tão quente assim!], mas nada de contramedidas estão sendo tomadas. Pelo contrário, o foco do debate cai no campo da política, e pouco se converte em ações práticas. Isso é preocupante!

Audacioso!

Ousados os planos do secretário estadual de Educação, Mauro Sérgio, em elevar de 5 para 7 a nota do Acre no Ideb. Para isso, são muitos gargalos no setor que precisarão ser superados (valorização dos servidores, mais concursos, evasão escolar, infra estrutura das escolas…). Mas a meta é boa. Seria uma grande evolução na Educação acreana.

Fazer sempre mais

É preciso sonhar alto para se alcançar conquistas significativas. A Educação é uma das áreas mais importantes e que menos tem recebido críticas do governo Gladson. Ou pelo menos bem menos atacada do que a Saúde e a Segurança. Mas todo sonho precisa se ter o pé no chão. Só prosseguir o que está em curso não é suficiente. Um salto de qualidade assim no Ideb requer um diferencial. Mais precisa ser feito. Sempre mais!

Acre sitiado

E o Coronavírus? Essa notícia de casos suspeitos no Peru foi um baque, totalmente fora de hora, para os planos do governo em estreitar os laços de integração do Acre com o país vizinho. O governo foi dormir sonhando com voo direto e estrada de Cruzeiro do Sul-Pullcalpa, só que acordou com um infausto pesadelo do vírus!

Não estamos prontos

Ao que se vê em vídeos da realidade da China, no qual agentes de saúde vão tratar dos enfermos todos cobertos, parecendo Stormtrooper [aqueles patrulheiros brancos da saga Star Wars], não se iluda, leitor, nós não estamos prontos para lidar com essa doença.

Mais um pré-candidato

O ex do presidente Jair Bolsonaro, PSL (Partido Social Liberal), vai lançar o empresário Fernando Zamora como pré-candidato à prefeitura de Rio Branco. A apresentação está marcada para o dia 2 de março, na sede do partido, situada no bairro Habitasa. É mais na acirrada disputa pela prefeitura da Capital que vai ter neste ano.

Por ora, é só “pré”

Vale lembrar que o jornalista Rogério Wenceslau [isso mesmo, aquele do “Arrastão”] já foi divulgado como um dos pré-candidatos da sigla. Aí, o leitor pode ficar confuso: “ué, dois candidatos pelo mesmo partido, como assim?”. Não. É que o PSL, segundo o seu presidente na Executiva estadual, Pedro Valério, já vinha com o discurso de lançar até 3 nomes para pré-candidatos. Veja bem, são apenas “pré-candidatos”.

Quem será?

Wenceslau e Zamora já foram anunciados. Agora falta o suposto terceiro nome do partido. Um deles, após os devidos debates internos, será referendado nas convenções partidárias e, só daí é que disputará como candidato do PSL a prefeito. Essa estratégia dos 3 é para mostrar que o partido ainda é forte, mesmo após a saída de Bolsonaro.

Chega de culpar os outros

Falando no presidente, Bolsonaro precisa parar de ficar culpando os outros pelas crises e equívocos no seu governo. Ainda ontem, depois de toda a lambança que teve no Enem, o presidente se limita ainda a direcionar suas falas de que tudo teria sido “sabotagem”. Queima a Amazônia? Culpa é das ONGs e do Leonardo Di Caprio. Reformas?Foi o PT. Violência? É do crime organizado. A culpa é sempre dos outros. O governo nunca falha.

Faz o quê?

Para a sua administração, essa tal investigação de descobrir se o que houve no Enem foi fraude, sabotagem, falha humana ou erro na gestão é relevante. Para a população, pouco importa. O que o povo quer é um Enem eficiente, e um presidente que pare de apontar o dedo para todos os cantos, sem assumir suas responsabilidades diante dos problemas.

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