Da Redação -21/01/2020

Fora de controle

As coisas passaram dos limites! A área de Segurança Pública está numa efervescência tão grande que fica até difícil escolher o que comentar primeiro. Trinta mortes em 18 dias. Chacina com 6 mortos. Parentes de gestores estaduais assassinados. Homem morto na porta de entrada da UPA. Fuga em massa no presídio. Tentativa de fuga em centro socioeducativo da Capital …

Os três pontinhos

O sinal de três pontos deixado na nota anterior é simplesmente porque está ficando difícil saber qual será a próxima manchete policial a ser noticiada. Imprevisível. Do jeito que as coisas andam, este é um forte indicativo de que as ações atuais do Estado não estão sendo suficientes para conter a onda de criminalidade. Este é um cenário perigoso, muito perigoso. Se ganhar mais força, essa onda pode virar tsunami.

Só viajam

Enquanto acontece tudo isso, fica a pergunta: cadê o governador? Pior ainda: cadê o vice? O Major Rocha era tido como o “homem forte da Segurança”, aquele que ia dar a linha de combate contra o crime. Mas o que se vê até agora é nada além de frases bonitas e desfile de viaturas. O Acre provavelmente vive uma das piores crises no setor e os nossos governantes só querem saber de viajar. Assim não dá!

“Palhaço”

A maior resposta política a todo caos que vivemos parece mais que parte da mãe do governador, a senhora Linda Cameli, em redes sociais. Ativa, ela não deixou barato ao comentar matérias jornalísticas de declarações de deputados em críticas contra seu filho. Certamente, nessas horas, muitos eleitores estão até arrependidos de não terem pedido para votar nela, Linda, em vez do filho Gladson.

Seu insensível

Não fizeram sentido algum as declarações do secretário estadual de Segurança, Paulo César, sobre a questão da intervenção federal suscitada pelo deputado Roberto Duarte (MDB). O gestor criticou, criticou e criticou o emedebista, chamou-o de insensível, mas depois veio falar que a União, de fato, não faz sua parte aqui. Repetiu aquele velho jargão petista de “fronteiras desprotegidas” e disse que o certo, o que tinha de ser feito, era um tipo de intervenção/“pedido de ajuda” [a sua], e não outra [a de Duarte].

Complicando ainda mais

E a intervenção federal pleiteada em petição online do vereador de Rio Branco, Emerson Jarude (Sem partido)? É igual a do Duarte ou a do Paulo César? Ou seria um terceiro tipo? E se eu pedir aqui na coluna uma intervenção federal, vai ser outro tipo? Melhor parar de fazer esses questionamentos, senão dá dor de cabeça!

Leia-se

Em outras palavras, querem “intervenção”, mas não é a mesma que os parlamentares sugeriram. Pois bem, aos olhos do povo, tanto faz, como tanto fez o raio do tipo de intervenção, desde que o Governo Federal assuma seu dever e faça alguma coisa. “Irrelevante” mesmo é ficar brigando pra ver qual tipo de intervenção é a mais certa.

Fogo amigo

O candidato a deputado estadual em 2018, Renê Fontes, não deixou passar em branco a notícia da fuga de 26 presos. “As coisas não estão bem no Iapen, é o que tenho visto nesse 1 anos de gestão”. Fontes ainda listou que o diretor-presidente do órgão, Lucas Gomes, luta por “uma falsa mídia” de que tudo está bem no sistema prisional para sustentar o seu “hiper mega super ego” [palavras dele].

Pesa contra

O que dizer? Achei pesado, mas não exagerado quanto às críticas da ineficiência da gestão em controlar a ebulição que é o sistema penitenciário acreano, e tampouco a velha tática de dizer sempre que “está tudo bem”, quando nitidamente não está. Essa fuga em massa pesa contra Lucas Gomes. Medidas mais fortes precisam ser tomadas.

Mágoas

Quem é Renê Fontes, e o que ele tem a ver no jogo do bicho com Lucas Gomes, do Iapen? Bem, Renê foi chefe de departamento no órgão, mas ficou lá só alguns meses e acabou sendo exonerado, ganhando cargo na articulação política no governo. Pelo visto, sua saída do Iapen lhe deixou mágoas no coração, que talvez o tempo não será capaz de apagar assim tão facilmente. E a grande moral da história é: eles que lutem!

Apresentado

Para finalizar a coluna hoje, a Executiva estadual do PSL, pegando ninguém de surpresa [já que todos meio que esperavam], apresentou ontem o jornalista Rogério Wenceslau como pré-candidato à Prefeitura de Rio Branco, nas eleições deste ano.

 

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