DA REDAÇÃO – 28/01/2020

Ser fake, ou não ser? Eis a questão!

E aí, leitor, teve “arrastão” ou não teve? Essa foi a grande pergunta de ontem, nas rodas políticas da cidade. O jornalista Rogério Wenceslau fez um desabafo após supostamente ser assaltado e com direito ao famoso ‘descendo a lenha’ na Segurança Pública, e esta não ficou quieta. Devolveu da forma mais eficaz quando se quer desprestigiar um jornalista: chamou sua denúncia de fake news! E, assim, mais um caso policial ganha seu viés político.

Se fosse outro

Soma-se a esta situação o agravante de Wenceslau ser nada mais, nada menos que um pré-candidato a prefeito, e em ano de eleição municipal. Certamente, se fosse qualquer outro tipo de cidadão falando que tinha sido vítima de arrastão, não ia ganhar nota para ser desmentido.

E o resto das críticas

Mas fato é que as demais acusações de Wenceslau, as críticas à área de Segurança Pública, não foram retrucadas. Apenas a parte do arrastão foi desmentida. O resto vai ficar pairando no ar. E sua ocorrência, ao que tudo indica, não deve ganhar solução.

Chamem os aprovados

Com efeito, o cidadão se sente extremamente desacreditado em reaver seus bens ao ir prestar queixa quando é assaltado. Essa é uma triste realidade, que tem tudo para ser mudada, caso haja mais contratações no efetivo! É nessa hora que os aprovados no último concurso das polícias gritam “governador, nos convoque”. E fica aí o apelo!

Mais mortes

Ainda se tratando de Segurança Pública, o fim de semana foi, mais uma vez, lotado de muitas ocorrências de homicídios. Não são boas notícias. Alguns dos casos não parecem estar ligados à briga de território de facções. Foram crimes passionais, rixas entre pessoas. Mas outros têm fortes indícios de serem relacionados ao crime organizado. É sinal de que não deram trégua.

É mais o oposto

Pelo contrário, essa nova tentativa de fuga no presídio de Cruzeiro do Sul, frustrada, e a greve de fome de centenas de presos na Capital dão toda pinta de que as coisas ainda não se acalmaram. Entre altos e baixos, a crise na Segurança deve perdurar.

Como eu quero

A coletiva de ontem, da alta cúpula da pasta, junto com o governador [enfim, ele apareceu] também não ameniza muito a situação. Até porque acreditava-se que a ajuda do Governo Federal era o maior anseio dos gestores para nos ajudar nesta guerra contra as facções. Mas eis que na coletiva o que se escuta é que a Força Nacional não ajuda: “tem 64 aqui e não fazem nada”. Pelo visto, querem a ajuda, mas é uma ajuda do jeito que querem.

Toma que o filho é teu!

No mais, outra pauta política que tem repercutido é o Projeto de Lei para rebaixar a Serra do Divisor de parque nacional para APA, de autoria da deputada federal Mara Rocha (PSDB), embora ela diga que o autor, na verdade, é o senador Marcio Bittar (MDB) e que só encampou a bandeira do projeto na Câmara dos Deputados, por acreditar no seu objetivo.

Alguém segure esse projeto

Independente de quem tenha criado ou abraçado o “menino PL”, ele está repercutindo bastante. E nem todas são positivas. Aliás, a maioria não é. Já tem até abaixo assinado [desde a sugestão da intervenção federal, parece que lançar abaixo assinado virou moda, né?] com mais de 5 mil assinaturas pedindo para barrar o projeto no Congresso.

Mais tempo

Não vou entrar em debate sobre os prós e contras do PL. Aqui não é hora, nem o espaço apropriado. O que não dá pra negar é que a proporção que alcançou esse projeto nos conduz a pensar que ele precisa de mais tempo para ser maturado, debatido, articulado. A sociedade acreana será a mais afetada e precisa ser consultada sobre algo dessa dimensão.

Os ventos mudam

Afinal de contas, a Serra do Divisor é um dos nossos maiores patrimônios naturais. A política e seus posicionamentos, direita, esquerda, centro, lado, frente, verso ou o que mais for, não pode ditar como devemos cuidar do que é nosso. Um projeto deste porte merece os devidos debates e engajamento opinativo da população. Não pode só passar, e pronto.

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