Pular para o conteúdo

Intervenção necessária

Com a chacina de sete pessoas, a fuga de 25 detentos do presídio Francisco d’ Oliveira Conde e o somatório de mais de 30 homicídios nesses 20 dias janeiro não dá mais, chegou o limite e uma intervenção federal no Estado para auxiliar as forças de segurança é sim providencial e necessária para restabelecer um mínimo de segurança e tranquilidade à sociedade.

O Governo resiste a essa providência, mas se fosse sincero e inteligente acataria essa sugestão de alguns políticos e, sobretudo, o clamor da sociedade que está atemorizada e, praticamente, refém em suas casas temendo pelo que possa acontecer com a criminalidade batendo à sua porta.

A rigor, não haveria inclusive nenhum demérito em solicitar essa intervenção, com o reforço das Forças Armadas. Nas circunstâncias em que o Estado se encontra, a própria Constituição prevê este tipo de medida, como já ocorreu em outros estados como o Rio de Janeiro.

E para piorar ainda mais a situação, acrescente-se o fato dessa fuga de quase cem detentos de um presídio na divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai no final de semana que, se não forem recapturados, muito deles virão para o Acre, através da Bolívia e mesmo pelas rodovias do país. São elementos pertencentes ao crime organizado, de alta periculosidade.

Com tudo isso acontecendo, é verdade que o governador, seu vice e o secretário de Segurança Pública estão ausentes do Estado, uns por motivo de saúde, outros não se sabe fazendo o quê, e é mais um motivo para decretar essa  intervenção federal.

O Estado está praticamente acéfalo, sem comando e não é sem propósito que alguns políticos compararam o Governo com o helicóptero “destroçado” por um caminhão no final de semana.