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“Jogada política”, diz aprovada em concurso da Polícia Civil, sobre demora na contratação

Os concursados da Polícia Civil, aprovados no certame realizado em 2018, começaram a academia de polícia em abril do ano passado com a promessa de “contratação imediata”. Na época, o governador Gladson Cameli convocou os aprovados para o curso e afirmou que a contratação seria imediata. Porém, quase dez meses se passaram e os concursados não foram nomeados.

Cameli informou, em entrevista ao ac24horas, que aguarda a publicação de um relatório demonstrativo fiscal feito pelo Tribunal de Contas para empossar os aprovados. A previsão é de que a contratação ocorra entre fevereiro e março deste ano.

Acontece que os alunos soldados concluíram o curso em novembro do ano passado e, desde então, estão sem receber o auxílio que correspondia a metade do salário de um policial civil.

Em entrevista exclusiva ao A GAZETA, uma das concursadas, que preferiu não se identificar, chamou o discurso do governador de “balela”. Inclusive, ela recorda que Gladson Cameli prometeu, durante a formatura dos alunos, que contrataria a turma em dezembro.

A situação é crítica, sobretudo para quem largou o emprego para se dedicar ao curso e perdeu toda a renda fixa. “Está uma situação triste. Tenho alguns amigos que eram de empresas privadas, saíram do emprego, na esperança de serem chamados imediatamente e ainda não fomos convocados”, se queixou ela.

Ela e os demais formandos acreditam que a demora na contratação é apenas uma “jogada política” do governador, já que o curso dos alunos soldados da Polícia Militar do Acre está previsto para terminar em março.

“Pra ele [Gladson Cameli], fica bonito apresentar as duas polícias juntas e dizer que investiu na segurança. Estamos esperando as cenas dos próximos capítulos”, desabafou.

O deputado Roberto Duarte (MDB) também cobrou em suas redes socais uma resposta do governo sobre a situação dos concursados.

“Muitos desses concursados deixaram seus empregos na esperança de serem chamados imediatamente e, hoje, estão passando dificuldades. Imagine que essas pessoas poderiam estar colaborando com as forças de segurança para combater a criminalidade, que só aumenta a cada dia em nosso Estado”, escreveu.