Coluna Da Redação – 19/02/2020

Grave

Muito grave a denúncia apresentada pelo deputado Calegário (PL) de que pessoas, em nome do governo, estariam cobrando propina para a liberação de pagamentos atrasados a empresários. A denúncia veio à tona na tarde desta terça-feira, 18, na Aleac. O parlamentar prometeu denunciar o caso à Polícia.

Apuração

A denúncia é grave porque foi feita por um parlamentar. O governo tem que vir a público e comentar o fato. Além disso, tem que pedir a imediata investigação do caso sob pena de colocar em dúvida a atuação do governo. Afastar qualquer possibilidade de corrupção é essencial neste momento para o Palácio Rio Branco.

Crise

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse que as declarações do presidente da Aleac, Nicolau Júnior (Progressistas), na última semana a respeito do governo Gladson Cameli, demonstram a desarmonia existente dentro do governo. Ele frisou que o governo atropela os deputados da base e desrespeita o parlamento.

Soltou o verbo

Quem soltou o verbo foi o deputado Manoel Moraes (PSB). No primeiro ano de gestão de Cameli, Moraes votou favorável a todos os projetos do governo, com raras exceções. Ontem, ele disse que o governador Gladson Cameli joga para a plateia quando diz que vai adotar a linha bolsonarista e reduzir a zero o imposto sobre os combustíveis, o ICMS. Manoel Moraes pediu prudência do governador.

Ninguém dispensa

Manoel Moraes disse que é impossível zerar o imposto. Para ele, Gladson e Bolsonaro tentam ludibriar o cidadão com promessas que não se podem cumprir. Foi crítico o deputado. Manoel fala daquilo que tem conhecimento. Ninguém anda dispensando arrecadação, fato.

Fofoca e fuxico

Se o dia era de peia, ontem foi o dia. Para o deputado Roberto Duarte a produção que existe no governo Gladson é de “fofoca e fuxico”. Ele disse, ainda, que se comunica com o secretariado de Cameli via requerimento. Duarte pediu respeito aos 24 deputados estaduais ao ser solidário ao deputado Neném Almeida (SD).

Soja I

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, Assuero Veronez, respondeu as ponderações feitas pela Coluna ontem, 18, sobre a soja no Acre. Disse que não há como pensar na diversificação da pecuária, por exemplo, sem uma fonte de alimento forte como é o caso da soja. A Coluna reproduz trechos dos apontamentos de Veronez nas próximas notas.

Soja II

“De fato, a soja não será a redenção do Acre. Nossa área disponível e vocacionada para essa cultura é muito pequena. Temos, em tese, algo em torno de 350 mil hectares aptos. E essa área jamais será toda ocupada pela soja. A opção é do produtor, a maioria pecuarista, que não quer mudar de profissão. Todavia, as estatísticas mostram que, os municípios onde a soja predomina experimentam um desenvolvimento extraordinário, com IDH expressivo”.

Soja III

“Se a cultura da soja, em si, cria poucos empregos diretos (embora hoje de qualidade face ao nível tecnológico), a cadeia da soja, de forma indireta, ativa a economia da região onde é cultivada. O impacto é muito significativo. O comércio de máquinas e insumos, o transporte, a oficina, o posto de combustível, o borracheiro, etc, etc, etc. Muda a dinâmica econômica do município. Veja no Mato Grosso. Quantas cidades nasceram da soja, todas com ótima qualidade de vida, como Sinop, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sapezal, Campos Novos dos Parecis”.

Diversificação

Em relação da pecuária levantada pela Coluna, Assuero Veronez pontou que “Outro ponto que merece destaque, já levantado em sua coluna, é a importância de se incentivar a criação de outros animais, especialmente frango e suinos. Isso só é possivel se houver soja e milho. Sem  a soja (proteina vegetal), não se desenvolver essas atividades. Até para a pecuária é importante quando se fala em intensificação. A soja está na mesa da população, inclusive dos pobres. É o óleo e a carne, produzida com soja”.

 

 

 

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