Coluna Da Redação – 22/02/2020

Agora vai?

O vice-governador, Major Rocha (PSDB), esteve em audiência com o secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theófilo. Rocha entregou ao secretário de Bolsonaro uma lista com as principais dificuldades e sugestões de ações para combater o crime no Acre. Será que agora vamos dar uma guinada nas ações contra a violência e o crime organizado?

Esse ‘quase’

O encontro teve um resultado ‘quase’ prático. Foi requisitado para que seja implantado no Acre um programa intitulado de “Em Frente, Brasil”. Nunca ouvi falar disso, mas dizem que é um projeto piloto que prevê uma série de iniciativas transversais do Governo Federal a serem implantadas por aqui na educação, saúde, habitação, emprego, cultura e várias outras áreas. Muito bom! Se não fosse pelo ‘quase’, seria melhor ainda.

Atitude certa

Há quem diga que essas reuniões não são muito edificantes. Que fazem mais pelo viés político de os participantes aparecerem como “combatentes do crime”, preocupados com o povo. E de encaminhamento pouco ou quase nada se extrai. Mas a verdade é que a iniciativa é boa. As intenções são melhores ainda, e podem render bons frutos. É um passo de cada vez.

Um bônus

Mas não pode parar por aí. Só fazer o Acre entrar em programas federais é um passo de tartaruga frente às soluções que precisamos, e que a União, maior esfera do poder público, tem por obrigação de fazer para nos amparar nessa verdadeira guerra contra o crime. Até porque ontem já teve caso violento de morte.

Outro encontrinho!

Engajamento mais promissor ocorreu por parte da bancada federal acreana, que visitou o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, na sede do órgão, em Brasília. Os deputados foram pedir mais servidores e fiscalização para o Acre. Numa linguagem mais jovial: lacraram!

Atuação maior da PF

As maiores mazelas sociais e que facilitam a atuação criminosa de facções no Acre são geradas pela falta de efetivos para policiamento e ações pontuais na fronteira. A PF pode atuar nesse sentido, com duras operações contra o narcotráfico. Esse é o combate que queremos.

De novo a comida

Falando nisso. Mais uma vez a novela de fornecimento de alimentos nos presídios acreanos volta a ganhar novos capítulos. A empresa fornecedora, novamente, alerta para o risco de ter de suspender o fornecimento de comida aos presidiários. A pendência dessa vez é que o pagamento do serviço está com um atraso de sete meses.

Tempo demais

Quinta-feira, 27, é a data limite para o governo pagar. Ou isso, ou a empresa deve suspender a alimentação dos presos. Convenhamos, sete meses é tempo demais. Difícil qualquer empresa sobreviver com tantos atrasos em sua receita principal.

Resolvam

Imagino que os caminhos burocráticos para resolver este impasse devam ser longos. Mas já está mais do que na hora do Estado se empenhar em encurtá-los. Resolver essa situação. Sem comida os presos não podem ficar. Vamos acompanhar os próximos episódios dessa trama.

Tem vaga

Esquisita essa polêmica da miss Acre CNB 2018, Hyalina Lins, que teve sua vaga para o curso de Medicina negada na Ufac. O motivo é que ela conquistou vaga destinada a deficiente. Em nota, a instituição diz que indeferiu a matrícula de Lins justificando que que ela não comprovou a existência de deficiência. Já Hyalina alega que sofre, sim, com deficiência visual desde criança e que a decisão da Ufac é ‘absurda’. A história virou notícia nacional.

Alçada da Justiça

O caso reabriu toda aquele debate básico sobre ingresso em universidades através de cotas, e ganhou ampla repercussão em redes sociais, muitas delas negativas contra a modelo. A questão não é da alçada das mídias sociais, e sim do Judiciário. Antes de pré-julgar a postura da modelo ou da instituição, o ponto final no caso quem tem que dar é a Justiça, e pronto.

Abandonada

Denúncia de ontem foi do deputado Roberto Duarte (MDB) de que a oficina ortopédica da Sesacre estaria, usando as palavras sempre dotadas de nenhum eufemismo, peculiares do emedebista, “completamente abandonada”. Isso é grave. Muitas pessoas dependem destas próteses e não tem condições de arcar com tais custos.

 

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