Coluna Da Redação – 11/03/2020

Dois nomes 

Assunto do dia nas rodas políticas foi o anúncio de que o partido do governador, o Progressistas, vai lançar pré-candidaturas a prefeito de Rio Branco e em Cruzeiro do Sul. Os nomes seriam de José Bestene para a Capital e Zequinha Lima para a maior cidade do Juruá. Os nomes teriam saído após reunião na noite da última segunda-feira.

Não nasceram colados

Não é nenhuma surpresa os nomes. Os dois estavam sendo cotado para serem os pré-candidatos. Até já se falava que Ilderlei Cordeiro ia ficar de escanteio em Cruzeiro. Só uma coisa não faz sentido. Na Capital, o governador tem um pré-candidato, Bestene, e o vice-governador, Major Rocha (PSDB), tem outro: Minoru Kinpara. Oi?

Mesma sintonia?

Não existe nenhuma lei eleitoral que proíba, mas essa composição soa meio esquisita. Eles são parceiros na gestão governamental, só que apoiam nomes distintos para a prefeitura da maior cidade do Estado que administram. Não transmite a melhor mensagem de união no Palácio. Mas, enfim, eles que são grandes que se entendam.

Estão de saída

Ainda sobre as eleições deste ano em Rio Branco, foi noticiado que os vereadores Antônio Morais, Elzinha Mendonca e Clésio Moreira estariam deixando seus partidos, respectivamente, PT, PDT e PSDB, para ir para o PSB, da prefeita Socorro Neri. Se concretizar, a sigla sai fortalecida com 4 nomes que detêm mandatos.

É um reflexo

Essa debandada partidária já é um dos efeitos do fim da famigerada legenda nas eleições municipais. Não vai ter mais. Partidos agora podem concentrar vários nomes, e eles não correm mais o risco de ficar de fora devido a injustos cálculos da legenda. Basta ter voto, e pronto.

“Vou ter mais voto que você!”

Seria para acabar, também, com aquelas famosas “puxadas de tapete” do coleguinha dentro dos partidos, um querendo ser mais votado que o outro. Mas acho que é prematuro demais já decretar o fim disso. Em termos de política, alguns egos são muito grandes. Melhor esperar as eleições, primeiro.

Abraçou os progressistas

Ainda falando em filiações, quem abraçou o Progressistas ontem foi o vereador N. Lima. O ato de entrada dele contou com a presença de Gladson Cameli e do presidente da Aleac, Nicolau Júnior. Foi um evento prestigiado. N. Lima, com a experiência de uma longa trajetória política no Acre exposta em seus “cabelos negros”, até se emocionou ao discursar.

Não olhe pra trás

  1. Lima faz bem em nem olhar para o retrovisor ao deixar o PSL. O partido já não abarca mais sua ideologia, seus interesses políticos. Até o próprio presidente Jair Bolsonaro já deixou o PSL. Lima tem que olhar para a frente, ver seus objetivos e visar a sigla que melhor lhe ajude a alcançá-los.

Quem será o líder

E na Aleac, seguem as apostas para ver quem vai descascar o abacax… ops, perdão, quem vai ser o novo líder do governo, depois que Gehlen Diniz (Progressistas) se ausentar com vistas a sua pretensão de se candidatar à Prefeitura de Sena Madureira. Estão no páreo os deputados Neném Almeida (Solidariedade) e Luís Tchê (PDT).

Aposta no Neném

Já que isso aqui é uma coluna de opinião, e a gente tem que dar nosso pitaco, eu arriscaria no Neném Almeida. Nada contra o Tchê. Pelo contrário, ele tem aptidão para isso. É só que ele já foi líder no ano passado, e deu aquele rolo toda da votação unânime dos vetos do governo. Foi muito desgaste político para a gestão Gladson. O Neném seria uma novidade, agregaria menos histórico para a função.

Resposta imediata

Foi rápida a resposta do Ministério Público Federal e da PF para a denúncia do deputado Jenilson Leite, de que um medicamento que custa cerca de R$ 250 mil teria ‘sumido’ do Hospital da Criança, em Rio Branco. Um sujeito, ainda não identificado, teria ido à unidade e roubado as últimas doses. Os órgãos estão corretíssimos em abrir logo investigações do caso.

Tem que reaver

O medicamente, Spiranza, estava sendo usado para tratar duas crianças aqui. Suas doses são fora da realidade da nossa população. Foi um trâmite bem burocrático junto ao SUS para conseguir esse remédio, e só o Acre teve acesso. O roubo é muita afrontoso. Não pode ficar por isso mesmo.

Vinte conto

Por fim, ontem foi dia de críticas ao governador Gladson Cameli após ter exposto no Diário Oficial o salário de alguns de seus assessores, prestadores de aconselhamentos políticos, dentre outras funções. O salário é na casa dos R$ 20 mil. Um absurdo! Tem que exonerar. Mas, caso o governador queira novos conselheiros, é só me dizer para onde tenho que mandar meu currículo. Sou bom em dar conselhos. Fica a dica!

 

 

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