Coluna Da Redação – 13/03/2020

Licitação suspensa

O dia começou assim, meio travado, com essa notícia da suspensão do edital de licitação da empresa Murano, orçado em R$ 40 milhões. Esse valor tão vultuoso é para a empresa executar obras e serviços de manutenção predial nos espaços públicos do Estado. O governo enxerga nesse um dos primeiros grandes contratos para gerar emprego e renda para a população. Quer colocá-lo em prática. Só que tudo tem dois lados, duas visões.

O lado “fiscal”

A visão da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do MP é diferente do Palácio. Trata-se de um olhar atento, fiscalizador, que precisa esclarecer suspeitas em um processo licitatório que envolve grande quantia do dinheiro público. A promotoria, então, caiu em cima, quer tirar a limpo sobre alguns itens. Por isso a suspensão. Faz parte. Politizem o assunto o quanto quiser, fato é que todos têm que fazer o seu papel.

Crise do coronavírus

E o Coronavírus, hein? Gzuis! Segue se alastrando. Governo boliviano já tomou suas medidas. Cancelou voos e fechou fronteira com a Argentina. É questão de tempo até ocorrer o mesmo com a ligação com o Brasil. Essa doença vai gerar um baque na economia mundial. E a tendência é que os países se isolem cada vez mais, suspendam relações.

Thriller no Planalto

No Brasil, o Planalto deve ficar em isolamento. A confirmação do caso de Fábio Wajngarten pôs em risco o presidente Jair Bolsonaro, ministros e até parlamentares. Bolsonaro até já fez exames. Resultados devem sair hoje, sexta-feira, 13. Assustador, não?

Cúmulo da malícia

Alguns mais maliciosos ligavam para a Redação ontem avisando que esse isolamento do presidente e sua cúpula podia ter um lado bom, positivo. “Olha, deviam botar eles tudim juntos pra passar uns 40 dias trabalhando pra ver se ajeitam esse nosso país!”. Olha, esse pessoal tem que limpar o veneno da boca antes de sair por aí dizendo essas coisas.

Caneta nervosa

No mais, só se falava nas novas exonerações do governo. A edição de ontem, 12, do Diário Oficial do Estado trouxe 17 delas [seriam homenagens ao Mourão?]. Parafraseando o sábio coxinha: “Não procedeu, a caneta comeu”.

Estabilidade

Esse entra e sai do governo, nomeia e exonera, faz o Diário Oficial parecer mais um verdadeiro Big Brother Brasil, só que sem direito a paredão. Sai, e pronto. Não passa uma boa imagem de estabilidade na gestão. Externa a falta de êxito em conseguir montar um time para, depois, entrosá-lo. Não, pelo contrário, as pessoas vão saindo num toque da caneta.

O grande desafio

Encaixar essa equipe que vai gerir a máquina pública parece que está sendo o desafio mais complicado de Gladson Cameli. O que não é legal é que os problemas do Acre não param. Eles estão aí, cobrando por essa inércia. Não ficam em stand by esperando o governo se preparar.

Vai pensar melhor

O deputado Fagner Calegário (Sem partido) vai pensar duas vezes antes de tirar onda com os colegas de Parlamento. Depois de ouvir poucas e boas após insinuar a ausência de deputados em sessão, semana passada, devido a uma ação da PF, ontem ele viu a Aleac manter os vetos governamentais contra três projetos de sua autoria. Foi só uma mera coincidência!

Cola nele!

Já os requerimentos do deputado Jenilson Leite (PCdoB), um deles pedindo informações da Energisa sobre valores da bandeira tarifária aplica aqui, foram aprovados pela Casa. A atuação parlamentar de Jenilson é muito pontual com os anseios da população. Calegário deve admirar e se espelhar mais no colega. É um bom exemplo bem do seu lado.

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