Coronavírus e o pânico

A primeira vez que ouvi falar do Covid-19, o coronavírus, foi em janeiro deste ano. Estava no trabalho e sempre que passava em frente à televisão via um daqueles programas televisivos sensacionalistas destacando algo sobre a mais nova doença que estava dizimando vidas na China. Depois começaram a vir os memes, porque o brasileiro não deixa passar nada.

Parecia distante até não ser mais. Esta semana, a Organização Mundial da Saúde declarou que vivemos uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2. Vale destacar que a definição de pandemia não depende de um número específico de casos, mas é levado em consideração quando a doença infecciosa afeta um grande número de pessoas espalhadas pelo mundo. Não é um termo usado com frequência justamente pelo pânico que pode causar.

Infelizmente, por conta de falta de informação e até mesmo fake news, muita gente tem sentido na pele esse pânico. Eu mesma me peguei em uma dessas crises. Sabe aquela sensação de medo, como se o mundo não fosse mais seguro? Pois é, eu me senti assim há dois dias.

Comecei a devorar informações, pesquisar sobre a doença, conferir os números. De repente, eu me vi cercada pelo pavor global e muitas notícias negativas e desesperadoras. Voos cancelados, fronteiras fechadas, eventos adiados… Muita coisa começou a acontecer de um dia para o outro.

Depois do medo, eu me dei conta que estamos cercados de coisas tão preocupantes quanto ou piores, e que são ignoradas, muitas vezes, como a dengue, que tem provocado mortes, ou as altas taxas de feminicídio.

O risco do coronavírus é real, mas não pode ser usado para causar pânico na população, pois isso só piora tudo. Agora, o certo a se fazer é prevenir com cuidados simples como lavar bem as mãos com água e sabão ou álcool em gel por 20 segundos e evitar tossir nas mãos. Se estiver com os sintomas da doença, procure um diagnóstico, use a máscara e evite contato com outras pessoas.

Agora cabe às autoridades disseminar de forma ampla as informações para a população se proteger do coronavírus.

Em fevereiro, eu estive em São Paulo (SP). Na época, não tinha nenhum caso confirmado da doença no Brasil, mas por onde eu andava haviam banners e outros informativos sobre o coronavírus. Tudo muito bem explicado.

O Acre deve seguir o exemplo e já. O Governo do Estado não precisa esperar um caso aparecer aqui para agir. Se a população estiver bem informada, certamente enfrentará o problema da forma correta. E eu não digo apenas de notas oficiais ou informações via redes sociais. Isso é pouco.

No mais, torço para que este momento ruim seja curto e que a cura venha a ser descoberta logo. Então sigamos firmes, sem pânico, mas com os devidos cuidados.

 

BRENNA AMÂNCIO

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