Coluna do Pinheiro – 29/04/2020

Debate acirrado

O projeto de lei ainda não chegou à Aleac, mas os deputados travaram ontem, 28, um intenso debate acerca do projeto de lei que cria o Instituto de Gestão de Saúde do Acre (Igesac). A matéria já havia sido apresentada no ano passado, mas foi retirada de pauta por pressão dos servidores. Agora a matéria deve retornar à Aleac nesta semana.

Celetista

De acordo com o projeto de lei, 40% dos serviços em saúde ficam nas mãos do Instituto. De acordo com o texto, o regime de trabalho é celetista e, para ingressar, será necessário a realização de processo seletivo. Cabe à Sesacre dizer se vai ceder ou não trabalhadores.

A polêmica

A polêmica diz respeito ao teor do projeto sobre a forma os 1.070 servidores do Pró-Saúde serão inseridos. A matéria não deixa claro isso. Pelo texto, o que o governo quer é a criação de um instituto com vida própria. Seria zerar o Pró-Saúde e criar novas regras de trabalho. Isso é o que vai pegar entre governistas e deputados da oposição quando o debate realmente for jogado na mesa.

Garantia

O deputado Gehlen Diniz, líder do governo, deu a garantia de que a matéria não será votada sem antes passar por todas as discussões pertinentes. Ele frisou que o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintesac) tem se antecipado ao debate. Disse que o momento é de manter a tranquilidade.

Insalubridade

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) falou a respeito do projeto que trata sobre o pagamento de adicional de insalubridade aos servidores da Saúde. Ele disse que o anúncio do governo em ampliar em 100% deve ser estendido a todos os profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia de covid-19 e não apenas àqueles que já recebem a gratificação.

Venda de ações

O Governo do Estado enviou à Aleac um projeto de lei que visa alienar as ações referentes à Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Ainda de acordo com o Executivo, já foram gastos R$ 27 milhões sem o retorno esperado. A ideia é atrair investidores para o Acre. Ainda de acordo com a matéria, a área em que está localizada a ZPE encontra-se em constante deterioração.

Respeito

O deputado Jenilson Leite (PSB) cobrou respeito por parte do líder do governo, deputado Gehlen Diniz, que acusou o Sintesac de espalhar o pânico entre os servidores públicos da Saúde, com a criação do instituto que visa privatizar 40% das unidades. Jenilson disse que “não vamos nos transformar num Bolsonaro, trazer esse discurso divisionista para o Acre”.

 Preocupa

A situação do Acre diante dos casos de covid-19 preocupa. Até ontem, 28, foram registradas 16 mortes. Duas delas só ontem. O governo diz que não vai utilizar as UTIs cedidas pelo Hospital Santa Juliana sob o argumento de que precisa colocar material humano para gerenciar essas unidades, no total de 20 leitos.

Traidor

O vereador N. Lima disse que o ex-juiz Sergio Moro traiu o presidente Jair Bolsonaro ao deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele destacou que Moro era “símbolo da justiça” no Brasil. Para o parlamentar, Moro o surpreendeu ao sair do governo “atirando pedra”.

Peso, pesado

O governador Gladson Cameli (Progressistas) disse que não descarta apoio à reeleição da prefeita Socorro Neri (PSB). De forma clara, o governador disse que está afinado com Neri. Em entrevista ao jornalista João Roberto Branã, Cameli disse o seguinte: “Ela está aí nesse processo. Não descarto a possibilidade de eu apoiá-la, não descarto. Estamos muito afinados, sim”.

Alfinetou

O vereador Emerson Jarude (MDB) alfinetou a direção do Depasa. Disse que a autarquia sofre grave consequência da interferência política. Mesmo sendo aliado do senador Marcio Bittar, que indicou o engenheiro Tião Fonseca, para o Depasa, Jarude disse que a autarquia se tornou cabide de emprego. “O Depasa precisa ser urgentemente despolitizado”, considerou.

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