“Eu me sinto um milagre”, diz advogada Isabela Fernandes, após receber alta

A advogada acreana Isabela Fernandes, 37 anos, uma das vítimas da Covid-19 que se curou, recebeu alta hospitalar na tarde deste sábado, 4. Ela está de quarentena na casa dos pais até que a sua imunidade se restabeleça.

Isabela diz que não se considerava do grupo de risco da doença, e achava que enfrentaria só uma ‘gripe mais forte; ela apela à população que tome todos os cuidados (Foto: Acervo Pessoal)

À GAZETA, Isabela Fernandes conta como foi a experiência durante os 15 dias de internação à qual passou após ser diagnosticada com a Covid-19, doença transmitida pelo novo coronavírus. “Para mim, foram 15 dias de internação, desses 15 eu passei 8 entubada na UTI. O restante eu passei em recuperação dentro da UTI, já desentubada, e mais 2 dias de enfermaria aguardando protocolo para a alta. Foi uma experiência de repensar a vida, de repensar as prioridades”.

Para a advogada, a parte mais difícil nesses 15 dias de internação foi, sem dúvidas, a que passou na UTI. “É um ambiente muito puxado, muito pesado, onde a gente fica sob os cuidados de cinco profissionais 24 horas. Extraordinariamente, Deus agiu na minha vida. Eu me sinto um milagre”.

Após receber a alta hospitalar, Isabela declara que o sentimento é de gratidão a Deus, às pessoas que oraram e torceram por ela e também à equipe do hospital responsável pelos cuidados da sua saúde. “Eu fui muito bem atendida. As instalações da UTI Covid são excepcionais. Você não imagina que está pelo SUS. E a qualidade dos profissionais que me atenderam foi de primeiro mundo. Só posso agradecer a estrutura do governo que me disponibilizou ali, já que eu fui a primeira paciente a ser internada na UTI”.

Advogada agradece as mensagens de apoio e o carinho que recebeu dos amigos da OAB – seccional Acre, e da sociedade em geral (Foto: Acervo Pessoal)

A advogada revela que não imaginava que seu estado de saúde ficaria tão debilitado, pois não se considerava do grupo de risco. Sobre isso, ela deixa um alerta à sociedade. “Depois que foi confirmada a minha contaminação eu achava que iria enfrentar uma gripe forte, apenas. Mas não é assim. Eu nunca imaginei que eu fosse parar dentro de uma UTI. O que posso recomendar para a sociedade é que levem a sério a quarentena, evitem contato público e cuidem das famílias. Evitem sair de casa, porque essa doença não é brincadeira. Essa doença é séria e pode levar muitas vidas”.

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