Política Local – 23/04/2020

Tiro o chapéu

É de tirar o chapéu para as transmissões online das sessões da Assembleia Legislativa em tempos de pandemia. O presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (Progressistas), tem conduzido o debate com maestria. Não há o que negar quanto a isso. Ao estabelecer a realização das sessões nas terças e quartas-feiras, o Parlamento acreano demonstra conectividade com o momento.

Consignados

O projeto de autoria do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) aprovado na Aleac que suspende a cobrança dos empréstimos consignados dos servidores públicos do Estado sofreu um duro golpe. O governo vetou a parte mais importante da matéria, que é suspender a cobrança de juros e multas. Desse, modo, inicia-se uma nova batalha, derrubar o veto do governador. Enquanto isso, os servidores aguardam apreensivos.

Novo desenho

O que se observa, com essa pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19), no Brasil é a necessidade de conceder mais liberdade aos Estados. O modelo de centralizar tudo em Brasília parece arcaico. Governadores, prefeitos, deputados estaduais e vereadores tentam a todo custo sair do termo: “é inconstitucional”. Abrir o leque de assuntos que um deputado estadual pode ou não pode fazer parece necessário. Muda-se a Constituição. Papel cabe tudo.

Procuradoria

O deputado Luís Tchê (PDT) defendeu que a Assembleia Legislativa tenha sua própria Procuradoria Jurídica para defender os interesses do Parlamento. A ideia é conceder mais poder ao que já existe, a assessoria jurídica. Segundo ele, os deputados ficam reféns dos procuradores do Estado, ou seja, da PGE. Tchê disse que a Aleac é a única no Brasil a não ter sua procuradoria.

Neri sem o PT, o PT sem Neri

O deputado Daniel Zen (PT) confirmou ontem, 22, durante a sessão online da Aleac, que o Partido dos Trabalhadores não apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri. O Partido vai seguir uma aliança própria. Disse que o PT esperou por Neri, mas neste momento entende que é necessário seguir a agenda de conversas. Zen, respeitosamente, desejou sucesso à prefeita na caminhada, mas “infelizmente” o PT segue sem Neri.

Sem água

Moradores de Rio Branco reclamam da falta de água. Em tempos em que a água se faz essencial no combate à covid-19, o produto não chega às torneiras. O motivo, de acordo com o Depasa, foi um acidente com o caminhão que traria os produtos químicos para o tratamento da água e isso ocasionou um blecaute no sistema de abastecimento. Mas, enfatizou a autarquia que o abastecimento seria normalizado ainda ontem, 22.

Falta de pagamento

Nesse sentido, o deputado Edvaldo Magalhães apresentou um requerimento para saber o que de fato ocasionou a paralisação no serviço de abastecimento. Ele disse durante a sessão que há a informação da falta de pagamento a fornecedores, por isso o colapso. Ou seja, não pagaram quem fornece os produtos químicos para o tratamento da água.

Neném!

O deputado Neném Almeida disse que foi vítima de um golpe orquestrado pelo secretário da Secretaria de Agronegócio e Produção (Sepa), Edivan Maciel, para retirar indicados dele [do deputado] do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf). Segundo ele, Maciel trabalhou nos bastidores para mudar a equipe indicada por Almeida, sendo que a equipe vinha acertando com as decisões adotadas dentro do Idaf.

Gratificações

O governo do Estado pretende dobrar as gratificações por insalubridade aos profissionais da Saúde. Os deputados aguardam a matéria ser protocolada na Casa. Como é do interesse do governo, o texto do projeto deve ser aprovado a toque de caixa. Ou seja, célere. A oposição poderá fazer apontamentos, mas certamente votará favorável à matéria por entender ser de interesse público e urgente.

 Covid-19

A situação causada pela covid-19 divide opinião. Uns defendem o retorno imediato das atividades do comércio, outros defendem que caso seja liberada, o Acre poderá viver caos semelhante ao Amazonas, com colapso na Saúde. O governador Gladson Cameli disse que “reza toda noite” para que o Acre não chegue à situação do estado vizinho. E deixou claro: “o sistema público de saúde não temos a condição de dar um atendimento”.

 

 

 

 

 

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