Morre aos 78 anos o Lhé, um dos grandes símbolos de lutas e resistência no Acre

Abrahim Farhat, o “Lhé”, morreu aos 78 anos neste sábado, 16 de maio, na UTI da Fundação Hospitalar (Fundhacre), vítima de complicações renais. A morte de Lhé deixa a sociedade acreana de luto pela perda de uma grande personalidade presente em várias lutas e movimentos populares e sociais no Estado. Um símbolo de resistência.

“Lhé” era um grande defensor dos direitos humanos, no sentido mais puro e amplo do termo, sem cunho pejorativo. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no Acre. Amigo pessoal de Chico Mendes, acompanhou toda a luta do líder seringueiro.

Abrahim Farhat, o “Lhé”, foi um grande ativista de direitos humanos, lutou pelos oprimidos e sempre sonhou em ver a criação do Estado da Palestina (Foto: Divulgação)

Filho de pais sírio libaneses, Lhé cresceu em Rio Branco e era um apaixonado pela história acreana. Era um grande entusiasta de movimentos culturais do Estado, ativista e tinha como uma de suas maiores causas de vida a criação do Estado da Palestina, pondo fim à opressão e sofrimento vividos por este povo no Oriente Médio.

Adiciona-se à biografia de Lhé a participação na fundação de várias entidades sindicais atuais e o engajamento com a Igreja Católica para o fomento à Teologia da Libertação, nas décadas de 1970 e 1980, um tempo obscuro de violência e conflitos de terras da história recente do Acre. Lhé também ajudou a organizar o cooperativismo no Estado.

A notícia de sua morte tem repercussão nacional. (DA REDAÇÃO A GAZETA)

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