Acre tem aumento de 300% nos casos de feminicídio durante pandemia, aponta relatório do FBSP

O relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), levantado a pedido do Banco Mundial, aponta que 12 estados do país tiveram aumento de 22,2% nos casos de feminicídio, entre março e abril deste ano, período da pandemia do novo coronavírus. O caso mais crítico é o do Acre, que registrou um crescimento de 300% nos crimes desse tipo.

O documento denominado Violência Doméstica durante a Pandemia de Covid-19 foi divulgado nesta segunda-feira, 1º, e contou com dados coletados nos órgãos de segurança dos estados do Brasil.

No Acre, o total de casos passou de um para quatro ao longo do bimestre (Foto: Marcos Santos / USP)

Nos meses de março e abril, o número de feminicídios subiu de 117 para 143. No Acre, o total de casos passou de um para quatro ao longo do bimestre. Também tiveram destaque negativo o Maranhão, com variação de 6 para 16 vítimas (166,7%), e Mato Grosso, que iniciou o bimestre com seis vítimas e o encerrou com 15 (150%). Os números caíram em apenas três estados: Espírito Santo (-50%), Rio de Janeiro (-55,6%) e Minas Gerais (-22,7%).

Em São Paulo, as comunicações pelo 190, canal de atendimento da Polícia Militar, saltaram de 6.775 para 9.817. O mesmo padrão de alta ocorreu entre março e abril de 2019 e de 2020, no Acre, que totalizava, inicialmente, 752 ligações, e depois somava 920. No Rio Janeiro, chamadas passaram de 15.386 ligações para 15.920.

 

Como denunciar

Para facilitar as denúncias de violência contra a mulher durante o período de pandemia do novo coronavírus, o Ministério Público Estadual (MP/AC) lançou um aplicativo.

O app está disponível para smartphones que utilizam o sistema operacional Android. Para baixa-lo, basta buscar na loja virtual pelo CAV ou Ministério Público do Acre.

A ferramenta recebe denúncias contra os crimes de violência contra a mulher, violência sexual e LGBTIfobia. Após concluído o download, quem quiser fazer a denúncia deve especificar o tipo de crime, preencher um formulário e clicar na opção “quero denunciar”.

Depois, a vítima vai receber um código identificador no celular, onde pode acompanhar a situação da denúncia, que será encaminhada à promotoria.

Além disso, a Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM) disponibilizou atendimento psicológico on-line, assim como canais de disque-denúncia, orientações e a criação da campanha de combate ao feminicídio “Nenhuma Mulher a Menos”.

Os canais de atendimento são o telefone (68) 99247 7989 e e-mail: [email protected].

A vítima também pode ligar para os canais de disque-denúncia, a Central de Atendimento à Mulher no 180, e para a Patrulha Maria da Penha no 190. (Da Redação A GAZETA com informações da Agência Brasil)

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