ARTIGO – Educação tendenciosa 

A legislação tem que se entender ou ser mudada através da educação.

A maioridade é 18 anos no Brasil. Mas…jovens podem votar com 16. Agora, o esporte com armas foi liberado para adolescentes a partir de 14 anos no ano passado por decreto do presidente Bolsonaro.

Na casa da adolescente que acidentalmente (sic) matou outra de 14, em MT, foram encontradas sete armas. Duas sem registro.

A venda de armas para a população cresceu 601% no ano passado.

Que sociedade queremos?

A educação não consegue se libertar dos grilhões da escola do sex XIX com um modelo conteudista e baseada numa disciplina destinada a criar corpos dóceis domesticando os comportamentos divergentes e essa docilização sempre foi vantagem social e política principalmente para governos totalitários ou de tendência totalitária.

A sala de aula não mudou. Ainda estamos presos na lousa, na cópia, nos enormes deveres de casa. Ainda estamos presos nas longas aulas com palavreado inadequado às faixas etárias.

Não se prioriza o pensamento, o diálogo, a interação, o protagonismo. Muito longe da compreensão do aluno e de suas reais necessidades que variam num mundo em constante mutação. Continua repassando o saber fragmentado. E as pretensas mudanças (sic), saem dos gabinetes e não das salas de aula.

Os sujeitos variam de uma época para outra ou de um lugar para outro, dependendo de suas interações, mas a escola permanece a mesma.

É com esse pensamento que temos que recriar o ensino e a educação. O armamento e a responsabilidade têm relação direta com o ensino sim.


Beth Passos é jornalista 

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